Imagens de artérias coronárias calcificadas alertam para necessidade de mudar estilo de vida

Estudo apresentado no EuroHeartCare

29 junho 2015
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Um estudo, apresentado no EuroHeartCare, no encontro anual do Conselho sobre Enfermagem Cardiovascular e Profissões Afins (CCNAP, na sigla em inglês), da Sociedade Europeia de Cardiologia, debruçou-se sobre o impacto que a visualização de imagens das artérias coronárias calcificadas exerceria em pacientes diagnosticados com doença coronária não obstrutiva.
 

Quando os pacientes são diagnosticados com esta doença devem ser encorajados a seguir um tratamento que visa a redução dos seus níveis de colesterol e a adotar um estilo de vida saudável.
 

Até hoje não existia nenhum estudo que avaliasse a influência que poderia exercer nos pacientes aceder a imagens de artérias doentes e a informação sobre os riscos que correm.
 

O presente estudo envolveu 189 pacientes com hiperlipidémia submetidos a angiografia por tomografia computadorizada (ATC) e diagnosticados com doença coronária não obstrutiva.
 

Todos os pacientes foram a uma consulta de enfermagem que durou cerca de 25 minutos. Nos primeiros 15 minutos focaram-se os riscos associados à doença e mostrou-se aos pacientes uma imagem computorizada das suas artérias coronárias calcificadas.
 

O profissional de saúde apresentou, de seguida, os riscos associados à calcificação das artérias coronárias, tais como possíveis problemas cardiovasculares, e a relação entre os fatores de risco cardiovasculares e o desenvolvimento de calcificação das artérias coronárias. Os últimos 10 minutos da consulta foram dedicados a prestar aconselhamento sobre estatinas, aspirina, pressão arterial, dieta saudável, atividade física e tabaco.
 

À exceção dos pacientes que tiveram de descontinuar a terapia com estatinas devido a efeitos secundários (20 no grupo de controlo e 22 no grupo de intervenção), os investigadores constataram que as concentrações de colesterol plasmático diminuíram significativamente no grupo de intervenção.
 

No grupo de controlo, houve um maior número de pacientes que continuou a fumar (22% no grupo de controlo e 9% no grupo de intervenção) e a comer de forma pouco saudável (64% versus 44%). No grupo de intervenção, os pacientes perderam em média 1,5 kg enquanto o grupo de intervenção ganhou cerca de 0,5 kg. O grupo de intervenção também aderiu melhor ao tratamento com estatinas.
 

Ms Mols explica que o facto de os pacientes visualizarem imagens das suas artérias doentes serviu para lhes abrir os olhos. “Constatamos que os pacientes que visualizaram imagens das suas artérias coronárias calcificadas estavam mais disponíveis para deixar de fumar, perder peso, seguir uma dieta saudável, tomar estatinas e reduzir os seus níveis de colesterol. Os resultados deste estudo sugerem que o acesso a imagens daquilo que ameaça a saúde dos pacientes os motiva a fazer alterações na sua vida para diminuir os seus fatores de risco. É necessário agora realizar um estudo de mais ampla escala para confirmar os resultados e determinar o custo-benefício da implementação desta intervenção na prática clínica”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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