Idosos em risco de desnutrição

Dados do projeto “QuaLife+”

15 junho 2016
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Cerca de metade dos idosos internados no Centro Hospitalar de São João (CHSJ) do Porto e na sua zona de referenciação estão em risco de desnutrição, segundo um rastreio realizado no âmbito do projeto “QuaLife+”.
 

O estudo, que teve como objetivo monitorizar o estado nutricional da população com mais de 65 anos, quer no internamento do CHSJ quer na comunidade das suas áreas de referenciação, conclui também que na comunidade em questão cerca de 10% dos idosos estão na mesma situação.
 

De acordo a notícia avançada pela agência Lusa, na comunidade pretende-se avaliar o risco nutricional de uma amostra representativa da população idosa das áreas de influência. Assim, foi definida uma amostra aleatória de cerca de 1.500 utentes em cada um dos ACES parceiros. No hospital, o objetivo é avaliar todos os doentes internados com mais de 65 anos.
 

Sandra Silva, coordenadora da Unidade de Nutrição e Dietética do CHSJ e gestora do projeto, referiu que os resultados gerais do projeto serão conhecidos em 2017. A investigadora referiu que desde que se iniciou o rastreio, em novembro de 2015, e até março de 2016, quatro mil idosos foram submetidos ao rastreio nutricional, dos quais cerca de metade se encontra em risco de desnutrição.
 

“A desnutrição leva a aumento da morbilidade, do tempo de internamento, de readmissões e da mortalidade”, referiu.
 

Sandra Silva explicou que o “QuaLife+” possibilitou “equipar todo o hospital com diferentes tipos de balanças mais adequadas à prática hospitalar e a todas as condições clínicas (por exemplo doentes acamados ou em cadeira de rodas) e que permitirão a todos os profissionais de saúde poderem facilmente recolher indicadores importantes do estado nutricional dos doentes na admissão e durante o internamento, incluindo a estatura, o peso e a composição corporal”.
 

“Este projeto, de cariz multidisciplinar, envolve outros profissionais para além dos nutricionistas, em concreto, os enfermeiros na avaliação do risco e os médicos na discussão das medidas a implementar, permitindo uma maior sensibilização e alerta para a fragilidade desta população”, acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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