Idosos dos Açores tendem a envelhecer melhor

Estudo da Universidade dos Açores

11 janeiro 2017
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Os idosos nos Açores tendem a envelhecer melhor, devido às relações de vizinhança e proximidade com a família e a uma rede de apoio que minimiza o isolamento, defende a investigadora Teresa Medeiros.
 

"Penso que nos Açores se envelhece melhor, porque há relações de vizinhança, relações sociais de identificação. As pessoas são mais sinalizadas, os casos são mais sinalizados e a rede social e o Governo [Regional] também contribuem para minimizar o isolamento", referiu a docente da Universidade dos Açores, à agência Lusa.
 

A conclusão resulta de um estudo que integra o livro “(Re)pensar as pessoas idosas no século XXI”, que coordenou, que foi lançado ontem, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
 

O estudo, que teve a participação de 320 indivíduos, dos quais 200 mulheres e 120 homens, com mais de 60 anos, residentes nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira e Flores, concluiu que a maioria dos inquiridos (75,9%) vive acompanhado, não está institucionalizado e, na sua grande maioria, já se encontra na reforma.
 

“Avaliámos a perceção da satisfação com a reforma na vida pessoal e verificámos que 50,7% das pessoas estão satisfeitas ou mesmo muito satisfeitas (33,1%). As fontes de suporte e apoio afetivo na situação atual são a família e/ou os amigos”, explicou a psicóloga, indicando, no entanto, que “os índices de satisfação diminuem quando se fala na saúde e com a situação económica”.
 

De acordo com Teresa Medeiros, “as pessoas estão mais ou menos sinalizadas e têm apoios governamentais e familiares”, destacando-se ainda “a vivência da religião”.
 

A obra “(Re)Pensar as pessoas idosas no século XXI” tem 328 páginas, organizadas em quatro secções com 17 capítulos, “um testemunho vivo sobre o ser idoso”, referiu.
 

"O livro apresenta vários testemunhos de pessoas idosas e de técnicos da área da saúde. É um livro de sentimentos e emoções e tem a colaboração de muitos investigadores", disse Teresa Medeiros, indicando que a obra integra estudos de Espanha, Brasil, Argentina e Portugal.
 

Para Teresa Medeiros é primordial “investir na prevenção e nas atividades de estimulação e de bem-estar que proporcionem uma atividade cerebral intensa para reduzir ou minorar o envelhecimento com demência”, exemplificando com o programa de Aprendizagem ao Longo da Vida que criou em 2003 na Universidade dos Açores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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