Identificados novos alvos terapêuticos para cancro de pulmão de pequenas células

Estudo publicado no “Cell Reports”

05 agosto 2016
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Cientistas norte-americanos identificaram uma proteína, ASCL1, que desempenha um papel relevante no desenvolvimento do cancro do pulmão de pequenas células e que, quando eliminada, evitou a formação de cancro em modelo animal, revela um estudo divulgado na publicação científica “Cell Reports”.
 
O cancro do pulmão de pequenas células é um tipo de cancro agressivo que se espalha rapidamente pelo organismo e para o qual não têm havido desenvolvimentos terapêuticos relevantes nas últimas décadas, segundo os autores do estudo. Os sinais e sintomas associados a esta doença incluem, entre outros, tosse, dispneia e dor no peito, sendo o tabagismo o principal fator de risco.
 
“O nosso trabalho demonstra a possibilidade de desenvolver novos tipos de alvos terapêuticos para o cancro do pulmão de pequenas células ao centrar-se na ASCL1”, revela John D. Minna, cientista do UT Southwestern Medical Center, nos EUA, e um dos autores da investigação, em declarações reproduzidas no sítio da Internet da instituição americana.
 
Uma equipa de cientistas norte-americanos determinou que a proteína ASCL1, que se encontra presente na maioria dos tumores do cancro do pulmão de pequenas células, desempenha um papel importante na doença. Através de modelos de ratinho geneticamente modificados para desenvolver este tipo de cancro, os investigadores descobriram que quando a ASCL1 era eliminada do organismo dos ratinhos, estes não desenvolviam o cancro.
 
Além disso, os cientistas conseguiram distinguir a função promotora do cancro do pulmão de pequenas células desempenhada pela ASCL1 e por outra proteína relacionada, a NEUROD1. Enquanto alguns cancros do pulmão de pequenas células expressavam a ASCL1, outros expressavam o NEUROD1. Apesar de ambos os genes regularem diferentes processos nas células, ambos pareciam controlar os genes associados ao desenvolvimento deste tipo de cancro.
 
De acordo com Jane E. Johnson, autora sénior do estudo, esta investigação permitiu, dessa forma, identificar duas vias reguladoras que revelam vulnerabilidades neste tipo de cancro, podendo revelar-se alvos terapêuticos importantes e abrindo a possibilidade de desenvolvimento de novas terapêuticas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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