Identificados níveis de desencadeamento de reações alérgicas

Estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”

15 janeiro 2015
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Uma equipa de investigadores identificou os níveis de alérgenos necessários para desencadear uma reação nas pessoas alérgicas a cinco alimentos.
 

Os alimentos ( avelãs, amendoins, camarões, peixe e aipo) foram avaliados relativamente aos níveis de alérgenos necessários para causar reação em apenas 10% de pessoas alérgicas aos mesmos.
 

Para o estudo, a equipa liderada por Clare Mills do Instituto de Inflamação e Recuperação da Universidade de Manchester, Reino Unido, analisou dados oriundos de 436 pessoas alérgicas àqueles cinco alimentos.
 

Os participantes tinham integrado o projeto EuroPrevall, o qual pretende avaliar os fatores de risco associados às alergias a alimentos e a sua epidemiologia entre a população europeia.
 

Foi pedido aos participantes que consumissem pequenas doses do alimento ao qual eram alérgicos, tendo os investigadores monitorizado as respostas do organismo.
 

Entre os 10% dos participantes mais sensíveis aos alérgenos de alimentos foram necessários, para causar uma reação alérgica, o consumo de entre 1,6 e 10,1 mg de proteína de avelã, amendoim e aipo, e 27,3 mg de proteína de peixe e 2,5 gramas de proteína de camarão.
 

A equipa espera que, com este achado, as pessoas com alergias a alimentos possam estar melhor informadas sobre as doses necessárias para desencadear uma reação, bem como se possa melhorar a etiquetagem dos alimentos.
 

Atualmente, qualquer produto que possa conter vestígios de alérgenos, porque, por exemplo, terão sido produzidos numa fábrica que utiliza esses mesmos alérgenos, contém avisos de precaução. Contudo, estes avisos não são regulamentados ou consistentes.
 

As pessoas alérgicas a alimentos apresentam vários níveis de tolerância aos alérgenos e uma etiquetagem de precaução inconsistente pode conduzir a confusão ou à tomada de riscos pelos consumidores.
 

Em Portugal não existem números relativos à população com alergias alimentares, mas estas não prevalecem muito no nosso país. Estima-se que as alergias alimentares afetem três vezes mais as crianças do que os adultos. O número de crianças com alergias alimentares no nosso país tem, no entanto, vindo a aumentar. As alergias alimentares mais comuns em Portugal são o leite (46%), seguido do ovo (29%) e do peixe (7%). Seguem-se os crustáceos, os cereais e o amendoim.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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