Identificados alimentos que combatem doenças

Estudo apresentado no congresso “Nutrition 2018”, EUA

13 junho 2018
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Vários estudos apresentados no congresso “Nutrition 2018” que decorreu em Boston, EUA, demonstraram eficácia na redução do risco de várias doenças como diabetes e cancro.
 
Como se sabe, a alimentação exerce influência significativa sobre a nossa saúde. No congresso foi possível verificar a influência benéfica do consumo dos ovos, cogumelos, nozes-pecãs, os produtos láteos fermentados, o café e os legumes e os frutos vermelhos sobre a incidência de várias doenças.
 
Os ovos podem reduzir fatores de risco da diabetes: um estudo da Universidade da Virgina, EUA, de 12 semanas sobre pessoas com excesso de peso ou obesas com pré-diabetes ou diabetes de tipo 2 revelou que o consumo diário de um ovo melhorava significativamente os níveis de glicose no sangue em jejum e a resistência à insulina. Mais, o consumo de ovos não demonstrou aumentar substancialmente os níveis e colesterol.
 
As nozes-pecãs podem reduzir os fatores de risco metabólico: um estudo da Universidade Tuffs, EUA, demonstrou que o consumo de um pequeno punhado de nozes-pecãs todos os dias, em adultos saudáveis com excesso de peso e mais de 45 anos de idade, tinha feito diminuir os fatores de risco metabólico. Estes incluíam glicose no sangue, resistência à insulina e melhor função das células produtoras da insulina.
 
Os produtos lácteos reduzem o risco de cancro colorretal: um estudo da Universidade do Estado de Oregon, EUA, com 101.677 pessoas com idades entre os 54 e os 83 anos, descobriu que os que consumiam produtos lácteos magros ou fermentados (como o iogurte) apresentavam o menor risco de cancro colorretal.
 
Legumes e frutos vermelhos ajudam a reduzir o risco de Parkinson: um estudo da Universidade de Rush, EUA, monitorizou 706 pessoas durante uma média de 4,6 anos e revelou que o consumo abundante de legumes, especialmente folhosas verdes, e de frutos vermelhos (mas não outros frutos) pode fazer decrescer o risco de Parkinson e desacelerar a progressão da doença em idosos.
 
Componentes de cogumelos comestíveis combatem a inflamação: um estudo da Universidade de Agricultura de Nanquim, China, e da Universidade de Massachusetts, EUA, demonstrou que os polissacarídeos PPEP-1 e PPEP-2 dos cogumelos comestíveis podem inibir respostas inflamatórias induzidas.
 
Finalmente, o café beneficia o fígado: um estudo da Universidade Johns Hopkins que contou com mais de 14.000 pessoas, com 45 a 64 anos de idade, apurou que o consumo de três ou mais cafés por dia pode reduzir o risco de hospitalização devido a doença no fígado, em comparação com quem nunca consome café.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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