Identificado mecanismo de proliferação de células tumorais em osteossarcoma

Estudo publicado no “Nature Communications”

07 abril 2015
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Um novo estudo conduzido por cientistas norte-americanos identificou uma via molecular responsável pelo crescimento rápido e agressivo de células estaminais no caso de tumores ósseos pediátricos.
 
“Este estudo é um dos primeiros a identificar os mecanismos que explicam de que forma uma célula estaminal do osteossarcoma mantém propriedades capazes de dar origem a tumores”, explica o investigador principal do estudo, Claudio Basilico. 
 
No estudo levado a cabo pelos cientistas da Universidade de Nova Iorque de Langone e do Centro Oncológico Laura e Isaac Permutter foram usados osteossarcomas humanos e de ratinhos para identificar os mecanismos responsáveis por inibir a via de supressão tumoral Hippo. 
 
A via de sinalização de Hippo é uma via molecular que a nível evolutivo é conservada, e que controla o tamanho dos órgãos através da regulação da proliferação celular, apoptose e renovação das células estaminais. Para além disso, a desregulação desta via de sinalização contribui para o desenvolvimento de cancro.
 
Os cientistas descobriram que o fator de transcrição de uma proteína de ligação ao ADN denominada sex determining region Y box 2 (Sox2), que normalmente é responsável pela autorrenovação celular, reprime a função da via Hippo, o que resulta num aumento do potente estimulador de crescimento Yes Associated Protein (YAP), permitindo a proliferação tumoral.
 
Este estudo vem no seguimento de outro levado a cabo por Basilico e Mansukhani (outro autor do estudo) e ainda de Upal Basu Roy em que se descobriu que o Sox2 era um fator de transcrição essencial à manutenção das células estaminais do osteossarcoma.
 
Além de terem demonstrado que, além de desempenhar um papel importante em osteossarcomas, a proteína Sox2 encontra-se envolvida noutros tumores, como nos glioblastomas, um tipo agressivo de tumor cerebral.
 
“A nossa investigação representa um passo importante na direção do desenvolvimento de novas terapias direcionadas para estes tipos agressivos de cancro”, refere o coautor do estudo Alka Mansukhani. “Uma possibilidade poderá consistir em desenvolver uma pequena molécula que consiga inativar o fator de transcrição Sox2 e libertar a via Hippo para esta voltar a exercer a supressão do tumor”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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