Identificado gene que promove desenvolvimento de 1% dos tumores

Estudo publicado na “Nature Genetics”

11 dezembro 2013
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Investigadores do Reino Unido identificaram um gene que promove o desenvolvimento de tumores em mais de um por cento dos pacientes com cancro, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.
 

Os investigadores do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, constataram que, quando o gene CUX1 está desativado, ocorre a ativação de uma via biológica que aumenta o crescimento do tumor. “Esta descoberta poderá melhorar a vida de milhares de pessoas que sofrem de cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, David Adams.
 

No estudo, os investigadores utilizaram dados genéticos de mais de 7.600 indivíduos com cancro, tendo averiguado que um por cento dos genomas dos cancros estudados apresentava mutações no gene CUX1. O estudo refere que as mutações neste gene ocorrem com baixa frequência, mas em vários tipos de cancro. No entanto, como os estudos anteriores se focaram em genes com uma elevada taxa de mutação, num determinado tipo de cancro, o CUX1 passou despercebido.
 

“As mutações no gene CUX1 são particularmente comuns nos cancros sanguíneos mieloides. Uma vez que o prognóstico destes pacientes é pouco favorável, é necessário o desenvolvimento urgente de novas terapias”, explicou, o primeiro autor do estudo, Chi Wong.
 

De forma a perceber como a inativação do gene CUX1 conduzia ao desenvolvimento de tumores, os investigadores silenciaram o gene em cultura de células. Foi verificado que a desativação do gene CUX1 afetava um inibidor biológico, o PIK3IP1, reduzindo os seus efeitos inibidores. Como resultado deste efeito, ocorria a mobilização de uma enzima responsável pelo crescimento celular, havendo consequentemente um aumento da taxa de progressão do tumor.
 

Já foram identificados dezenas de genes que, quando mutados a uma baixa frequência, podem promover o desenvolvimento de cancro. Os investigadores estão a planear silenciar estes genes em ratinhos para compreender melhor como a sua inativação pode conduzir ao desenvolvimento de cancro e os mecanismos através dos quais este corre.
 

Um dos investigadores do The Institute of Cancer Research, no Reino Unido, revelou que atualmente já se encontram em fase de ensaios clínicos fármacos capazes de inibir a via do PI3K. Esta descoberta irá ajudar-nos a direcionar estes fármacos para um novo grupo de pacientes que beneficiarão destes tratamentos, os quais podem ter grande efeito nas vidas de muitos pacientes com cancro”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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