Identificado gene que poderá proteger da nova forma de Creutzfeldt-Jacob
16 novembro 2001
  |  Partilhar:

De acordo com um estudo britânico, as pessoas a quem falta um gene implicado nas defesas imunitárias poderão ser três vezes mais susceptíveis de contrair a forma humana da doença das vacas loucas.
 

 

O investigador John Collinge e a sua equipa do Instituto de Neurologia de Londres estudaram o perfil genético de cinquenta pacientes afectados com a nova variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vMCJ), o que representa cerca de metade dos 107 casos britânicos registados, ligados à epidemia bovina.
 

 

O artigo publicado na revista científica Nature, refere que o gene em causa, denominado DQ7, faz parte do sistema HLA, sigla inglesa de Complexo Maior de Histocompatibilidade.
 

 

O sistema HLA participa na apresentação de antigénios (bactérias, vírus ou células estranhas ao organismo) ao sistema imunitário. As características individuais deste sistema são únicas e utilizam-se para verificar a compatibilidade entre um órgão a transplantar e o organismo de receptor e para detectar a susceptibilidade genética do indivíduo a determinadas doenças.
 

 

Apenas 12 por cento dos doentes eram portadores do gene DQ7
 

 

O gene DQ7 parece não procurar protecção contra a forma esporádica clássica da vMCJ, que permanece com causa indeterminada.
 

 

De acordo com os investigadores, investigações complementares deverão permitir esclarecer a base molecular da correlação entre a falta do gene e a nova forma de vMCJ, ajudando ao desenvolvimento de uma forma de prevenção ou tratamento da doença.
 

 

Um primeiro factor de susceptibilidade genética foi já colocado em evidência, já que todos os casos da nova variante (incluindo quatro registados em França) possuem um perfil genético particular de vulnerabilidade perante esta doença neuro-degenerativa, denominada «homozigoto metionina 129», uma particularidade partilhada por cerca de 40% da população britânica ou francesa.
 

 

A estimativa sobre a amplitude que poderá ganhar a epidemia choca com vários pontos desconhecidos, particularmente sobre o tempo de incubação da doença.
 

 

Em Agosto de 2000, Neil Ferguson e os seus colegas do Colégio Imperial de Londres avançaram uma evolução de 63 para 136.000 casos.
 

 

Segundo uma estimativa de Jerome Huillard d’Aignaux e os seus colegas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, publicada em Outubro passado na Science, o número seria de 40.000 no pior cenário, apesar de sublinhar a hipótese de um período de incubação de vinte anos.
 

 

MNI – Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Lusa

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.