Identificado gene que ajuda na cicatrização de feridas

Estudo da Universidade do Estado de Ohio

11 março 2016
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Investigadores americanos identificaram um produto de um gene humano que ajuda a regular o processo de cicatrização de feridas e pode controlar a cicatrização nos indivíduos que estão a recuperar de lesões graves e danos em determinados órgãos internos, dá conta um estudo apresentado no encontro anual da Sociedade de Biofísica.
 

Os investigadores da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, explicaram que a proteína MG53 viaja através da corrente sanguínea e ajuda a reparar as lesões da pele, coração, pulmões, rins e de outros órgãos sem causar cicatrizes. Na opinião dos autores do estudo, esta descoberta pode ajudar a tratar feridas abertas, diminuir o tempo de recuperação após cirurgia e reduzir a disseminação de infeções.
 

“Uma cicatriz grande na pele não é muito estético, mas se um indivíduo sofrer um enfarte agudo do miocárdio e se tiver uma cicatriz neste órgão, pode ser letal”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jianjie Ma.
 

Os investigadores referem que todos os animais são portadores deste gene e que este é idêntico em qualquer das espécies. A MG53 repara os danos que ocorrem diariamente nas células e nos tecidos. Mesmo ações simples como andar ou escrever causam danos no organismo. Habitualmente isto não é um problema, porque a MG53 é capaz de reparar os danos antes de estes se tornarem graves.
 

Neste estudo, os investigadores criaram ratinhos geneticamente modificados onde eliminaram o gene MG53 de forma a verificar o que aconteceria às capacidades de cicatrização. Verificou-se que estes ratinhos apresentavam dificuldades em recuperar de uma lesão, uma vez que a capacidade de recuperação estava comprometida. O estudo apurou também que o coração dos animais não funcionava bem em condições de stress.
 

Os investigadores constataram que a MG53 funcionava conjuntamente com outra proteína, a TGF beta, uma citoquina que está também envolvida na reparação de tecidos, mas o processo ocorre tão rápido que provoca cicatrizes. Se um indivíduo tiver mais TGF beta na corrente sanguínea que MG53, desenvolve cicatrizes facilmente.
 

Os investigadores esperam desenvolver uma terapia que iniba o TGF beta e promova a MG53. Desta forma, os profissionais de saúde poderiam utilizar esta terapia durante os procedimentos de forma a promover um tratamento rápido e sem cicatrizes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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