Identificado gene associado ao cancro da mama e ovário

Estudo publicado na “Nature”

26 dezembro 2012
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Investigadores do Reino Unido identificaram mutações num único gene que estão associadas a um maior risco de cancro da mama e ovário, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.

 

Para o estudo, os investigadores do Institute of Cancer Research, no Reino Unido, contaram com a participação de 7.781 mulheres com cancro da mama ou ovários e 5.861 mulheres que integraram o grupo de controlo. Foi verificado que uma em cada cinco mulheres com mutações no gene PPM1D desenvolvia um dos tipos de cancro, o que corresponde ao dobro do risco habitual de cancro da mama e a um risco  dez vezes maior para o cancro do ovário.

 
Os investigadores referem que o PPM1D parece funcionar de uma forma completamente distinta dos outros genes que estão envolvidos no aumento do risco de desenvolvimento do cancro da mama e do ovário, incluindo os genes BRCA1 e BRCA2. 
 
Habitualmente as pessoas possuem duas cópias de cada gene. Para a maioria dos genes causadores do cancro, uma das cópias mutada é herdada e está presente em cada célula, enquanto o tumor contém a segunda cópia mutada. Contudo, foi verificado que no caso das mutações no gene PPM1D estas não são herdadas e estão apenas presentes nas células sanguíneas. Não foram encontradas mutações no gene PPM1D nas células do ovário, em mamas saudáveis ou células cancerígenas.
 
Os investigadores explicam que as mutações no PPMD1 aumentam excessivamente a atividade do gene, o que por sua vez conduz a uma diminuição da atividade do gene TP53, um dos genes mutados das células cancerígenas mais comuns.
 
“Esta é uma das descobertas mais interessantes e entusiasmantes. Não sabemos ao certo de que modo as mutações no TP53 estão associadas ao cancro da mama e do ovário, mas estes resultados alteram radicalmente a forma como os genes e o cancro estão relacionados”, revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo, Nazneen Rahman.
 
O investigador acrescenta ainda que estes resultados poderão ser também benéficos em termos clínicos, especialmente para o cancro do ovário o qual é muitas vezes diagnosticado numa fase já avançada. Se a mulher tiver conhecimento que tem uma mutação no gene PPM1D e tem uma probabilidade em cinco de desenvolver cancro do ovário, deverá considerar remover os seus ovários.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.  
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