Identificado centro da generosidade no cérebro

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

19 agosto 2016
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Investigadores do Reino Unido identificaram parte do cérebro que ajuda a aprender como sermos bons para os outros. O estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” pode ajudar a compreender condições como a psicopatia que é caracterizada por comportamentos extremamente antissociais.

Patricia Lockwood, a líder do estudo, explica que os comportamentos pró-sociais são comportamentos sociais que beneficiam outras pessoas. Estes são um aspeto fundamental das interações humanas, essenciais para a união e coesão, mas atualmente pouco se sabe como e por que motivo as pessoas fazem coisas para ajudar os outros.
 

No comunicado da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a cientista refere ainda que apesar de as pessoas terem tendência para se envolverem em comportamentos pró-sociais existem diferenças substanciais entre os indivíduos. A empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e entender os seus sentimentos, têm sido apontados como fatores motivadores importantes dos comportamentos pró-sociais. Contudo, neste estudo os investigadores da Universidade de Oxford e da University College London, no Reino Unido, decidiram averiguar porque e como podem estar relacionados.
 

Os investigadores utilizaram um modelo já conhecido de como as pessoas aprendem a maximizar os bons resultados para elas próprias e aplicarem este mesmo modelo para perceber como as pessoas aprendem a ajudar os outros. Enquanto estavam a ser submetidos a ressonâncias magnéticas os participantes tinham de escolher os estímulos que lhes proporcionavam, a eles ou a outras pessoas, um sentido de recompensa.
 

O estudo apurou que apesar de as pessoas aprenderem com facilidade a tomar decisões que beneficiam as outras, não aprendem tão rapidamente a tomar decisões em seu próprio benefício. Foi também identificada uma região específica do cérebro envolvida na aprendizagem para obter o melhor resultado para outras pessoas.
 

Os investigadores constataram que o córtex cingulado anterior subgenual era a única parte do cérebro que era ativada quando os participantes estavam a aprender a ajudar os outros. Contudo, verificou-se que esta região não estava igualmente ativada em todas as pessoas. Os indivíduos que se classificaram como tendo elevados níveis de empatia aprendiam a beneficiar os outros mais rapidamente que aqueles com níveis baixos de empatia. Estes indivíduos também apresentavam uma maior sinalização no córtex cingulado anterior subgenual quando beneficiavam os outros.
 

Patricia Lockwood conclui que através da compreensão de como o cérebro funciona quando fazemos coisas para outras pessoas poderemos compreender melhor o que ocorre de errado nas condições psicológicas caracterizadas por comportamentos antissociais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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