Identificado biomarcador que prevê evolução em melanomas malignos

Estudo publicado na revista “Oncotarget”

27 março 2015
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Médicos espanhóis identificaram um novo biomarcador do melanoma maligno que prevê a evolução da doença, ajudando a estabelecer um prognóstico para este tipo de cancro e novas perspetivas de tratamento, revela uma notícia da agência Lusa.


Dermatologistas da unidade hospitalar de Barcelona e investigadores do Instituto Hospital do Mar de Investigações Médicas (IMIM) descobriram que a proteína NcoR, que regula a transcrição genética (processo de transferência de informação do ADN), tem um papel chave na evolução do melanoma maligno.


Este novo estudo revela que a distribuição da proteína NcoR no interior das células tumorais é um indicador da previsão da evolução do melanoma maligno, mesmo em fases iniciais da doença.


O melanoma maligno é o tipo mais agressivo de cancro da pele e provoca mais de 20 mil mortes anuais na Europa e mais de 50 mil em todo o mundo. Apesar de ter um índice de cura elevado quando se encontra localizado apenas na pele, este tipo de cancro não tem cura quando se estende a gânglios ou metástatases alargadas.


Os especialistas referem que as diferenças de expressão genética (processo de transformação da informação genética em proteínas necessárias para o funcionamento e desenvolvimento das células) nestes cancros fazem com que o seu comportamento varie bastante de um paciente para outro, ainda que estejam na mesma fase da doença.


“É muito importante detetar o melanoma maligno em fases iniciais para poder tratá-lo, mas também há que dispor de marcadores fiáveis que nos permitam prever a sua evolução”, afirmou Gallardo, chefe de secção do serviço de Dermatologia do Hospital do Mar, citado pela Lusa.


De acordo com este médico, até ao momento não havia marcadores de prognósticos a nível molecular que indicassem a evolução da doença.


“A identificação do NcoR como novo biomarcador abre a porta para termos uma ferramenta que permita prever como evoluirá a doença em cada paciente, mas, além disso, permitirá identificar que pessoas podem beneficiar de futuras terapias baseadas no controlo desta proteína”, afirmou.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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