Identificado alvo celular do anti-depressivo Fluoxetina

Estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences

30 maio 2006
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Investigadores norte-americanos identificaram o tipo de células cerebrais sobre as quais actua a Fluoxetina, a substância que está na base de um dos anti-depressivos mais prescritos, indica um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences. A investigação, realizada em ratinhos pelo laboratório Cold Spring Harbor em Long Island (Nova Iorque), abre também caminho ao estudo dos factores que determinam onde, quando e como se formam os novos neurónios a partir de células estaminais no cérebro, sublinham os cientistas. Estas investigações poderão conduzir a terapias de substituição dos neurónios nas doenças neurovegetativas e outras afecções cerebrais como as doenças de Alzheimer e Parkinson, afirmam os investigadores. Sabia-se há vários anos que a Fluoxetina alivia os sintomas da depressão provavelmente por suscitar a criação de mais neurónios numa região específica do cérebro conhecida como "dentate gyrus". Mas a origem destes neurónios e o mecanismo pelo qual a substância desencadeia a sua produção "eram até agora um mistério". Ao identificarem as proteínas específicas produzidas pelos diferentes tipos de células no cérebro de ratinhos adultos, os investigadores conseguiram determinar as primeiras etapas deste complexo processo chamado neurogénese, que converte células estaminais em neurónios. Fontes: Lusa e Imprensa Internacional MNI- Médicos na Internet

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