Identificadas proteínas envolvidas na resistência bacteriana

Estudo conduzido pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra

25 maio 2017
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Uma investigação da docente Nádia Osório, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), identificou proteínas envolvidas na resistência bacteriana a antibióticos que podem ajudar no desenvolvimento de novas terapêuticas.
 
Segundo apurou a agência Lusa, o estudo partiu da necessidade de compreender o comportamento das bactérias face aos antibióticos e conhecer os mecanismos de resistência envolvidos.
 
"Se soubermos que mecanismos a bactéria desenvolve, ou passa a expressar quando se adapta ao antibiótico, podemos desvendar novos alvos para o desenvolvimento de novos antibióticos ou de outros compostos químicos ou terapêuticas que depois atuem neles", explica a investigadora.
 
Segundo Nádia Osório, esta é "uma necessidade urgente, dado que cada vez mais as pessoas estão restritas à utilização de antibióticos e que, num futuro próximo, estes podem ser ineficazes e gerar um maior descontrolo no combate a infeções".
 
A investigadora salienta que o uso excessivo ou mal aplicado de antibióticos é hoje considerado um problema de saúde pública, "na medida em que existe uma resistência cada vez maior por parte de bactérias e, consequentemente, maiores dificuldades no combate a infeções".
 
"As pessoas tomam antibióticos errados, em quantidades erradas, porque se automedicam ou então porque às vezes alguém prescreve um antibiótico de largo espetro para erradicar a bactéria sem saber sequer qual é a bactéria ou seu antibiograma", explica a docente da ESTeSC.
 
O estudo conseguiu identificar proteínas envolvidas no ganho de resistência bacteriana na espécie estudada, "que pode vir a ajudar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas neste âmbito".
 
Para Nádia Osório, a investigação veio reforçar que é fundamental uma aplicação regrada dos antibióticos, que "só deveriam ser aplicados em situações muito concretas e devidamente estudadas".
 
"Seria mais assertivo na prática clínica tentar reduzir a aplicação de antibióticos nas situações mais fáceis de tratar. Deveria ser totalmente impeditivo a aquisição de antibióticos sem prescrição, tanto para a veterinária como para a saúde humana, e a população deveria ser constantemente informada das consequências negativas que estes comportamentos podem gerar", sublinhou.
 
Em laboratório, a investigadora concluiu que o uso inadequado de antibióticos cria maior resistência e dificuldades no combate das infeções bacterianas, que anteriormente eram facilmente eliminadas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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