Identificada via de disseminação do cancro

Estudo publicado na revista “Nature Cell Biology”

28 maio 2014
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Investigadores americanos descobriram uma via de sinalização nas células de cancro que controla a sua capacidade de invadir os tecidos circundantes, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Cell Biology”.
 

De forma a migrarem do tumor primário, as células cancerígenas têm de começar por romper o tecido conetivo circundante, a chamada matriz extracelular. Esta invasão da célula cancerígena é conseguida através da formação de pequenas protuberâncias, denominadas por invadopodia.
 

A invadopodia liberta enzimas que degradam a matriz celular, enquanto outras protuberâncias arrastam as células cancerígenas, tal como uma locomotiva puxa um comboio. A invasão da célula cancerígena baseia-se num ciclo de formação e desaparecimento da invadopodia de modo a que célula cancerígena saia do tumor e entre nos vasos sanguíneos sendo consequentemente transportada para zonas distantes do organismo.
 

Estudos anteriores já tinham sugerido que a proteína Rac1 desempenhava um papel importante na invasão das células cancerígenas. Na presença de elevados níveis desta proteína, as células cancerígenas apresentam características mais invasivas. Contudo, este possível efeito da atividade da Rac1 na invadopodia nunca foi observado diretamente.
 

Neste estudo, os investigadores Universidade de Yeshiva, nos EUA, utilizaram sensores fluorescentes capazes de revelar quando e como a Rac1 era ativada dentro das células cancerígenas.
 

Através da utilização deste biossensor em células de cancro da mama invasivo, os investigadores constataram que quando uma invadopodia é formada e a matriz extracelular é degradada os níveis de Rac1 são baixos. Por outro lado, os níveis desta proteína aumentam quando a invadopodia desaparece. “Este efeito da Rca1 na invadopodia é completamente o oposto daquele que era anteriormente pensado”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Louis Hodgson.
 

Os investigadores referem que grande parte das mortes por cancro é causada por complicações provenientes da sua disseminação para tecidos e órgãos distantes e não devido ao próprio tumor. Assim seria altamente benéfico encontrar um fármaco capaz de impedir a ativação das células tumorais ou a inibição da Rac1.
 

“Já foram desenvolvidos inibidores da Rac1, mas não é seguro utilizá-los de forma indiscriminada. Pois esta molécula também é importante para as células saudáveis, incluindo as do sistema imune. Deste modo temos de encontrar uma forma de inibir esta via de sinalização especificamente nas células cancerígenas”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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