Identificada proteína que trava inflamação

Estudo publicado na revista “Immunity”

24 abril 2015
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Uma equipa de investigadores identificou uma proteína que funciona como um travão à inflamação, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para a inflamação severa associada a doenças autoimunes.
 
Descoberta por investigadores do Hospital de Investigação de Crianças St. Jude, nos EUA, a proteína conhecida como NLRP12 age sobre as células T limitando a produção de mensageiros químicos ou de citoquinas que causam inflamação. 
 
As células T são glóbulos brancos especializados que eliminam agentes infeciosos específicos e outras ameaças. A deleção do gene Nlrp12 conduziu a um aumento da produção de citoquinas nas células T. Ratinhos que receberam células T com um défice da proteína NLRP12 desenvolveram sintomas mais graves de colite e de dermatite atópica.
 
Estes resultados sugerem que as mutações no gene NLRP12 causam doenças, o que não era certo até agora. “Perceber a forma precisa de funcionamento da NLRP12 nas células T irá ajudar a direcionar esforços para o desenvolvimento de tratamentos que melhorem sintomas através da melhoria da inflamação induzida pelas células T”, explica Thirumala-Devi Kanneganti, do Departamento de Imunologia daquele hospital e autor correspondente do estudo.
 
A NLRP12 pertence a uma família de proteínas que trabalham com o sistema imunitário inato, a primeira linha de defesa do organismo, para ajudar as células a detetarem ameaças e a lançarem uma resposta inflamatória para as eliminarem. O sistema imunitário inato trabalha com as células T e outros componentes do sistema imunitário adaptativo na preservação da saúde.
 
Estudos anteriores demonstraram que dentro do sistema imunitário inato a NLRP12 funcionava com a via de sinalização NF-kB para travar a inflamação. Este estudo demonstrou que a NLRP12 serve a mesma função anti-inflamatória nas células T. Os investigadores demonstraram que a NLRP12 funciona através da via de sinalização NF-kB nas células T para regular a produção de interleucina (IL-4) e de outras citoquinas. 
 
Thirumala-Devi Kanneganti conclui que “este estudo fornece a primeira evidência que a NLRP12 pode funcionar em células imunes adaptativas para regular a inflamação e exercer um impacto sobre problemas autoimunes”. O investigador acrescenta ainda que “isso é importante porque a inflamação excessiva desempenha um papel em muitas doenças humanas, incluindo o cancro”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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