Identificada nova mutação genética no cancro gastrointestinal

Estudo português a publicar no “Human Molecular Genetics”

03 dezembro 2009
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Investigadores portugueses identificaram, pela primeira vez, uma mutação de um gene implicado no cancro gastrointestinal que, num futuro próximo, poderá servir como biomarcador de prognóstico ou ajudar no desenvolvimento de novos fármacos.

 

O trabalho, que vai ser publicado em breve pela revista “Human Molecular Genetics”, foi realizado por uma equipa do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e contou com a colaboração do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) e do Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB) do Instituto Superior Técnico.

 

"A novidade da descoberta é que este gene nunca até agora tinha sido descrito como estando mutado no cancro e vai ser descrito pela primeira como um gene participante no desenvolvimento do cancro colorrectal e do estômago, e provavelmente implicado noutro tipo de neoplasias", explicou a líder da investigação à agência Lusa, Raquel Seruca.

 

Durante o estudo, que se prolongou por cerca de três anos, os investigadores analisaram uma série de tumores de doentes de várias origens (Finlândia, França, Itália, Suécia e Espanha) nos quais constataram existir mutações do novo gene em cerca de 21% dos casos de um tipo particular de cancro colorrectal e do estômago.

 

Com o objectivo de perceber a importância das mutações, os trabalhos incidiram em culturas celulares (in vitro) e em ratinhos (in vivo).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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