Identificada mutação no gene envolvido no cancro do rim

Estudo publicado na “Nature”

28 janeiro 2011
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Uma equipa internacional de investigadores identificou um gene que está mutado num terço dos pacientes que apresentam a forma mais comum de cancro do rim, o carcinoma das células renais do tipo células claras, revela um estudo publicado na “Nature”.

 

O carcinoma de células renais (CCR) é responsável por 9 dos 10 tipos de cancro do rim, sendo o carcinoma das células renais do tipo células claras (CCRcc) o subtipo mais comum. A taxa de sobrevivência para os tumores CCRcc, detectados nos seus estádios iniciais, pode atingir os 95%, mas o prognóstico agrava-se à medida que os tumores se desenvolvem. Por outro lado, o diagnóstico deste tipo de cancro é complicado pois os tumores podem crescer no rim durante algum tempo, sem apresentar sintomas.

 

Estudos anteriores já tinham identificado que a mutação no gene VHL e no SETD2, os dois localizados no cromossoma 3, estavam envolvidos no desenvolvimento do carcinoma renal. Mas os investigadores suspeitavam que estes não eram os únicos genes envolvidos na doença.

 

Neste estudo, os investigadores do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, do National Cancer Centre of Singapore, e do Van Andel Research Institute (VARI) of Grand Rapids, nos EUA, identificaram um novo gene conhecido por PBRM1 que estava associado aos dois genes anteriormente descobertos.

 

O estudo revelou que este gene, também localizado no cromossoma 3, encontrava-se mutado em 88 dos 257 casos de carcinoma das células renais do tipo células claras. O gene PBRM1 funciona como parte de um complexo proteico que consegue alterar a estrutura da cromatina, constituída principalmente por ADN e proteínas.

 

Um dos autores do estudo, Kyle Furge, revelou, em comunicado de imprensa, que este estudo mostrou que o PBRM1 poderá afectar a divisão celular das células renais. Desta forma, uma mutação neste gene poderá conduzir a um crescimento celular anormal. Acrescentando que “para os investigadores, esta descoberta é muito empolgante, pois a PBRM1 é uma proteína que modifica o ADN nas células. Este estudo é o primeiro a demonstrar que as proteínas que alteram o ADN estão frequentemente mutadas no cancro.”

 

Os investigadores concluem que os resultados deste estudo poderão direccionar para o desenvolvimento de novas terapias contra este tipo de cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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