Identificada mutação génetica associada ao cancro hereditário do estômago

Estudo liderado por investigadora portuguesa

23 janeiro 2009
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Foi identificada uma nova mutação genética associada ao cancro hereditário do estômago, o que permitirá às famílias portadoras serem diagnosticadas precocemente, revela um estudo a publicar na revista “Human Molecular Genetics”.
 

 

Este estudo, liderado por Carla Oliveira, investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), mostra, pela primeira vez, que algumas famílias onde a doença se manifesta, mas que apresentavam resultados genéticos negativos relativamente à patologia, eram portadoras de uma mutação no gene da caderina-E.
 

 

Este facto só agora se tornou conhecido porque a análise deste gene nunca tinha sido feita de um modo tão completo. Segundo explicou a investigadora à agência Lusa, o objectivo do estudo foi identificar famílias com resultado negativo relativamente às mutações da parte do ADN que é correntemente estudada (apenas 30% da totalidade do ADN) e alargar esse estudo a outro tipo de alterações que cobrissem uma frequência maior do gene.
 

 

O estudo reuniu dados genéticos de famílias negativas que foram acompanhas pelas várias equipas no mundo inteiro, abarcando famílias de baixa, média e alta incidência de cancro de estômago.
 

 

O trabalho envolveu instituições em Vancouver, Canadá, EUA, Holanda, Itália, Reino Unido e Coreia do Sul.
 

 

Em Portugal estão identificadas 80 famílias com a doença.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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