Identificada enzima que protege contra doenças degenerativas

Estudo publicado na revista “PLOS Biology”

07 junho 2016
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Uma enzima conhecida por NMNAT2 poderá ajudar a proteger contra os efeitos nocivos de determinadas doenças degenerativas, incluindo a doença de Alzheimer, sugere um estudo publicado na revista “PLOS Biology”.
 

Estas condições, conhecidas por proteinopatias, ocorrem quando as proteínas não adquirem uma conformação que lhes permite ter uma estrutura 3D funcional e normal, o que faz com que cresçam aglutinadas no cérebro, uma forma muitas vezes referida como “placas”. Muitas doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença de Huntington e esclerose lateral amiotrófica são causadas pela acumulação de agregados proteicos no cérebro.
 

A comunidade científica já sabia que a NMNAT2 produzia nicotinamida adenina dinucleótido (NAD, sigla em inglês) que ajuda a proteger o cérebro contra um tipo diferente de stress, o stress oxidativo causado pela atividade neuronal excessiva.
 

Agora, neste estudo, os investigadores da Universidade de Indiana, nos EUA, constataram que a NMNAT2 liga-se a proteínas com conformação alterada e ajuda-as a obter uma estrutura funcional, evitando deste modo a sua agregação.
 

Hui-Chen Lu, uma das autoras do estudo, refere que a NMNAT2 é um fator de manutenção neuronal chave uma vez que protege os neurónios da estimulação excessiva, como também combate a alteração da conformação das proteínas que ocorre ao longo do envelhecimento.
 

No estudo, os investigadores analisaram os níveis da NMNAT2 nos cérebros doados por mais de 500 idosos, cuja função cognitiva foi testada anualmente antes da morte, a partir de 1997. Verificou-se que os indivíduos com maior resistência ao declínio cognitivo apresentavam níveis mais elevados de NMNAT2. Por outro lado, aqueles com níveis mais baixos desta enzima eram mais propensos a sofrer de demência, o que sugere que a proteína ajuda a preservar os neurónios envolvidos na aprendizagem e memória.
 

Esta hipótese foi comprovada em ratinhos, cujos cérebros estavam danificados devido à presença de elevados níveis de Tau, uma proteína tóxica envolvida na progressão da doença. Observou-se que níveis aumentados da NMNAT2 numa zona cerebral importante para a aprendizagem e memória, o hipocampo, reduzia significativamente os níveis da Tau.
 

“Um conhecimento detalhado de como a NMNAT2 mantém a integridade neuronal e o seu papel na neuroprotecção é essencial não apenas para compreender a função cerebral normal como também para fornecer a informação necessária para ajudar no desenvolvimento de novos fármacos”, concluiu a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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