Idade dos glóbulos vermelhos é factor de risco cardiovascular

Estudo português publicado na revista “PLoS ONE”

05 abril 2011
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Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, publicam na revista “PLoS ONE” um estudo que recorre às nanotecnologias para perceber a relação entre a idade dos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e a tendência para a sua excessiva agregação, um factor de risco cardiovascular.

 

De acordo com o comunicado do IMM, citado pela agência Lusa, a investigação sugere que “serão os glóbulos vermelhos jovens que mais contribuem para as doenças cardiovasculares associadas à excessiva agregação destas células do sangue”.

 

O estudo descreve especificamente a interacção entre o fibrinogénio, uma proteína do plasma sanguíneo, e os glóbulos vermelhos. “O fibrinogénio é uma proteína de agregação que se pensa ser o principal responsável pela agregação de glóbulos vermelhos, e que pode desta forma dificultar a circulação sanguínea (caso exista em níveis elevados)”, refere a nota do IMM.

 

No estudo, os investigadores descrevem detalhes moleculares que mostram que “o fibrinogénio se liga melhor a glóbulos vermelhos jovens, quando comparados com glóbulos menos jovens”. Os resultados do trabalho dos investigadores são, de acordo com o comunicado, “relevantes, pois um conhecimento aprofundado sobre estes mecanismos moleculares poderá contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos que actuem na prevenção de patologias vasculares, tais como na hipertensão arterial ou enfarte agudo do miocárdio”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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