Idade da introdução de sólidos dita risco de diabetes tipo1

Estudo publicado no “JAMA Pediatrics”

15 julho 2013
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As crianças apresentam maior risco de desenvolverem diabetes tipo 1, caso iniciem o consumo de sólidos antes dos quatro meses de idade. O estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics” também refere que o risco é também maior quando a introdução é feita após os seis meses.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade de Colorado e da Escola de Medicina de Centro Barbara Davis, nos EUA, recolheram e analisaram dados de crianças com elevado risco de diabetes tipo 1. O estudo focou-se na idade em que os sólidos foram introduzidos, que alimentos foram consumidos, e se as crianças desenvolveram de facto diabetes.
 

O estudo apurou que as crianças que introduziram os sólidos antes dos quatro meses de idade apresentam um risco quase duas vezes maior de desenvolver diabetes tipo 1, comparativamente com aquelas em que a introdução foi só feita aos quatro ou cinco meses de idade. Foi também verificado que as crianças que ainda estão a ser amamentadas quando iniciam a ingestão de sólidos, especialmente os que contêm, trigo ou cevada, apresentam também um menor risco de desenvolver esta doença.
 

De acordo com o líder do estudo, Jill Norris, os resultados do estudo sugerem que os pais deveriam esperar para introduzir qualquer alimento sólido após os quatro meses. Os sólidos deveriam ser introduzidos por volta dos seis meses de idade ou pouco depois, preferencialmente quando a mãe ainda está a amamentar o bebé, reduzindo assim o risco da diabetes tipo1.
 

Na opinião do investigador são necessários mais estudos para determinar se outro tipo de alimentos também pode ter impacto no risco de diabetes tipo 1, particularmente no que diz respeito ao consumo de frutas antes dos quatro meses de idade e de arroz e aveia após os seis meses.

 

O número de pessoas que desenvolve diabetes tipo 1 tem vindo a aumentar nas últimas décadas, particularmente entre as crianças mais novas. Nesta doença autoimune, o sistema imunitário destrói as células produtoras de insulina no pâncreas como se elas fossem patogénios perigosos. Um outro estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Malta sugere que caso as crianças tenham uma higiene extremamente cuidada e fiquem superprotegidas do contacto com os microrganismos, o seu sistema imunitário pode não conseguir desenvolver-se adequadamente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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