Icterícia no recém-nascido relacionada com maior risco de autismo

Estudo dinamarquês não verifica causa e efeito

17 outubro 2010
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Embora sem apontarem uma relação de causa e efeito, um estudo dinamarquês verificou que os bebés que desenvolveram icterícia grave após o nascimento apresentaram uma probabilidade 67% maior de serem diagnosticados com autismo.

 

No estudo, os investigadores analisaram informações de registos nacionais que incluíram todas as crianças nascidas na Dinamarca entre 1994 e 2004, totalizando 734 mil crianças.

 

De acordo com o estudo, os bebés com icterícia também foram mais propensos a desenvolver outras formas de atraso no desenvolvimento psicológico. O estudo refere ainda que o risco do autismo aumentava apenas entre as crianças com icterícia nascidas no Outono e no Inverno (entre Outubro e Março). Essas crianças tinham uma probabilidade entre duas a três vezes maior de desenvolverem autismo.

 

A icterícia que atinge o recém-nascido é geralmente provocada por uma produção excessiva de bilirrubina, uma substância produzida durante a destruição de glóbulos vermelhos pelo organismo. Muitas crianças recém-nascidas padecem de icterícia, sendo que o fenómeno é reabsorvido naturalmente após algumas semanas. No entanto, a exposição prolongada a taxas elevadas de bilirrubina é neurotóxica e pode provocar problemas de desenvolvimento a longo prazo.

 

Em comunicado de imprensa, Gary Goldstein, professor de Pediatria e Neurologia da Johns Hopkins University, em Baltimore, refere que embora o novo estudo desperte interesse, este apresenta limitações.

 

Segundo explicou o especialista, os autores não confirmaram se as crianças tinham, de facto, autismo através da análise da história clínica, nomeadamente a medição dos níveis de bilirrubina.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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