Ibuprofeno é preferível à morfina oral em crianças submetidas a pequena cirurgia

Estudo publicado na revista “CMAJ” (Canadian Medical Association Journal)

12 outubro 2017
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Uma equipa de investigadores concluiu que a administração de ibuprofeno, em vez de morfina por via oral, para aliviar a dor após pequenas cirurgias em crianças, em ambulatório, produz menos efeitos adversos.
 
Num ensaio clínico conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina e de Medicina Dentária da Universidade Western, Canadá, foram recrutadas 154 crianças, com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos e que tinham sido submetidas a pequenas cirurgias.
 
As pequenas cirurgias de ortopedia tinham sido efetuadas numa clínica, em ambulatório, e incluíam a reconstrução de ligamentos, tendões, suturas e outros. 
 
Nas primeiras 24 horas a seguir à intervenção cirúrgica, mais de 80% das crianças necessitaram de tomar analgésicos em casa. Foram oferecidos ibuprofeno ou morfina por via oral para as dores.
 
A avaliação da dor revelou índices semelhante tanto para o grupo da morfina como para o grupo do ibuprofeno. Todavia, as crianças que tinham recebido a morfina por via oral relataram ter sofrido mais efeitos adversos como vómitos, náuseas, tonturas, sonolência e prisão de ventre.
 
Os autores explicaram que como resultado do ensaio “a morfina não ofereceu um melhor efeito analgésico, mas foi associada a efeitos significativamente mais adversos, fazendo com que o ibuprofeno fosse uma opção analgésica melhor”.
 
Adicionalmente, os investigadores observaram que nenhum dos tratamentos conseguiu alívio completo da dor, tornando-se necessários mais estudos no sentido de se identificar tratamentos eficazes para a dor, especialmente a dor severa.
 
“Este resultado sugere que a gestão adequada da dor deveria ser uma das metas importantes dos cuidados, mesmo após pequenas cirurgias em ambulatório, e que se deveria explorar estratégias farmacológicas e não farmacológicas mais eficazes”, escreveu Naveen Poonai, juntamente com os coautores deste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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