HPV: vacinas sem efeitos adversos

Defende a Agência Europeia do Medicamento

09 novembro 2015
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A administração de vacinas contra o vírus que causa o cancro do colo do útero (papiloma vírus humano – HPV) não provoca efeitos adversos como dores e taquicardia, defende a Agência Europeia do Medicamento.
 
Segundo um relatório do Comité de Avaliação de Riscos da Agência, ao qual a agência Lusa teve acesso, conclui-se que não “há um nexo de causalidade” entre as vacinas e o desenvolvimento da síndrome de dor regional complexa ou síndrome de taquicardia.
 
A vacina é comercializada em Portugal desde 2006 e, nos primeiros três anos, foram notificados 21 casos de reações adversas, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), que considerou que o benefício da vacina era claramente superior ao risco.
 
As vacinas contra o HPV são administradas a jovens mulheres para as proteger do cancro cervical e de outras doenças provocadas pelo HPV, assim como de condições pré-cancerosas. A Agência Europeia acrescenta que, com estas conclusões, “não há razão para mudar a forma como as vacinas são usadas ou alterar as informações sobre o produto”.
 
Segundo a Agência Europeia quer a síndrome de dor, quer a alteração da frequência cardíaca são situações que podem acontecer na generalidade da população, incluindo adolescentes, independentemente da vacinação.
 
O Comité reviu os dados existentes, as informações sobre os ensaios clínicos e os relatórios sobre casos suspeitos de efeitos secundários em pacientes e em profissionais de saúde. Analisou também dados fornecidos pelos Estados-membros e consultou especialistas e grupos de pacientes.
 
Estima-se que os dois sintomas descritos (dor ou taquicardia) surgem em 150 jovens mulheres por cada milhão de habitantes, em cada ano. Não foi encontrada nenhuma evidência de que estas taxas sejam diferentes em raparigas vacinadas.
 
Mais de 80 milhões de jovens mulheres já receberam a vacina, com uma taxa de cobertura da população alvo na ordem dos 90%, em alguns países da União Europeia. 
 
O cancro do colo do útero é responsável por “dezenas de milhar de mortes na Europa todos os anos”, diz-se no comunicado, que acrescenta: “Os benefícios das vacinas contra o HPV continuam portanto a ser superiores aos riscos. A segurança destas vacinas, bem como de todos os medicamentos, continuará a ser cuidadosamente monitorizada”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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