Hospitalização e depressão infantil

Estudo realizado no serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria

20 junho 2006
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A hospitalização das crianças pode provocar marcas profundas, mas o esforço de médicos, enfermeiros e educadores para recriar o ambiente familiar e escolar tem evitado muitas lágrimas e depressões, revela um estudo inédito em Portugal. O estudo, intitulado "Lágrimas na inocência", realizado com crianças internadas no serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, pela psicóloga clínica Ana Rosa Pires, pretendeu verificar a existência de depressão em crianças com hospitalização prolongada. Em avaliação estiveram crianças até aos 12 anos, divididas em dois grupos distintos: o das que tinham entre um a quatro meses de hospitalização e outro, das que estavam internadas há mais de quatro meses. A autora esperava que as crianças internadas há mais de quatro meses e com menos acompanhamento por parte dos pais desenvolvessem mais sintomas depressivos, o que não foi confirmado. Segundo a investigadora, esta é "uma boa notícia" que se deve à aposta do Hospital de Santa Maria em manter sempre as crianças ocupadas com actividades semelhantes às que teriam no seu ambiente familiar e escolar. Existe, contudo, uma outra hipótese equacionada para a ausência de depressão infantil nestas crianças hospitalizadas e que se prende com o facto desta patologia "muitas vezes se revelar quando as crianças já se encontram no seu ambiente familiar". Fontes: Lusa e Imprensa Internacional MNI- Médicos na Internet

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