Hospitalização afeta demência nos idosos

Estudo publicado na “Critical Care”

03 janeiro 2013
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A demência constitui uma frequente preocupação entre a população das faixas etárias mais elevadas. Embora se conheçam alguns fatores que aumentam o risco da doença, como o acidente vascular cerebral (AVC) e o alcoolismo, são ainda um pouco conhecidos os efeitos das doenças como fatores de risco.

 

Um estudo realizado recentemente demonstrou que as infeções ou sepse grave, as disfunções neurológicas, tal como o delírio, ou a diálise aguda em idosos que tenham levado à sua hospitalização e tratamento em unidades de cuidados intensivos, estão independentemente associados a um risco mais elevado relativamente a um posterior diagnóstico de demência.

 

Foram utilizados os dados de 23.368 pacientes com idade igual ou superior a 66 anos de idade, que tinham recebido tratamento em unidades de cuidados intensivos. O estado de saúde dos pacientes foi seguido durante um período de três anos. Foram diagnosticados 4.519 pacientes com demência no decorrer deste período.

 

O estudo demonstrou ainda que a idade foi um fator altamente contributivo para o surgimento da demência após tratamento em unidades de cuidados intensivos. O risco era duas vezes superior em pessoas com idades acima dos 75 anos e cinco vezes mais elevado em pessoas com idades superiores a 85 anos do que naquelas com idades compreendidas entre os 66 e os 69 anos.

 

As mulheres apresentavam um risco de demência substancialmente mais elevado do que os homens e a raça constituiu igualmente um fator de risco.

 

As doenças graves apresentavam também três fatores de aumento do risco de demência: a combinação de uma doença grave com infeção muito avançada, como a sepse grave, disfunção neurológica aguda durante uma doença grave, como a encefalopatia e distúrbios mentais transitórios, e insuficiência renal aguda que tivesse requerido diálise.

 

A propósito dos resultados do estudo a autora, Hannah Wunsch, da Columbia University Medical Center, EUA, afirmou: “graças ao aumento da esperança de vida e a melhores cuidados hospitalares, agora milhões de pessoas sobrevivem a doenças graves todos os anos. O nosso estudo ajuda-nos a compreender melhor as consequências dessas hospitalizações e posteriores riscos de demência, permitindo um melhor planeamento, bem como a identificação de pesquisa futura junto das populações de alto risco”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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