Hospital Júlio de Matos faz hoje 60 anos
01 abril 2002
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À ameaça do fim das instituições psiquiátricas, o Hospital Júlio de Matos responde com a humanização, tentando apagar o estigma de "asilo de malucos". Este hospital psiquiátrico lisboeta que hoje assinala 60 anos de existência, luta agora com menos profissionais e verba escassa.
 

 

Os seus 46 médicos têm também de assegurar consultas na comunidade, numa área com um milhão de habitantes. Isto traduz-se numa taxa de internamento compulsivo de dez por cento, enquanto a média dos hospitais gerais não ultrapassa os três.
 

 

O director do hospital, Luís Gamito, e o director clínico, João Cabral Fernandes, estão em sintonia, argumentando que "não basta ao hospital um orçamento de 3,4 milhões de contos, que é o que gasta o bloco de cirurgia do hospital de Almada". É que, além da assistência a mais de 15 mil doentes por ano, o Júlio de Matos tem desenvolvido um esforço de abertura à comunidade que permita enterrar a noção de que os hospitais psiquiátricos são instituições asilares e desumanizadas.
 

 

Sem pôr em causa a criação de serviços de psiquiatria nos hospitais gerais, Luís Gamito acha ser um "contra-senso fechar o que funciona, só porque uma lei diz que os serviços de psiquiatria não devem estar nos hospitais psiquiátricos". Para assinalar o 60º ano inaugura hoje uma exposição de artes plásticas, símbolo do relacionamento entre doentes e comunidade.
 

 

Fonte: Diário de Notícias

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