Hospital Júlio de Matos corre o risco de ficar sem metade dos psicólogos

Ministério promete encontrar solução

15 julho 2010
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O Hospital Júlio de Matos corre o risco de ficar sem metade dos psicólogos que prestam serviço na instituição, uma vez que não se podem candidatar ao próximo concurso da tutela, que exige um estágio profissional, requisito inexistente desde 2001.

 

Tal como explicou à agência Lusa Alice Nobre, a directora de serviço do Hospital Júlio de Matos, integrado no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, “durante anos e mais concretamente nos últimos 7 anos”, a escassez de recursos obrigou à contratação de vários técnicos especializados. “Foram contratados vários tipos de técnicos: enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos. Mais recentemente foi aberto concurso para enfermeiros, assistentes sociais, mas para os psicólogos, não”, adiantou a especialista.

 

A mesma responsável explicou que o concurso não foi aberto devido a um “problema” relacionado com a carreira destes profissionais. A situação afecta 23 psicólogos, que representam “mais de 50% do total de psicólogos que existe no hospital”.

 

O Ministério da Saúde prometeu, entretanto, que será encontrada uma “solução jurídica” para a manutenção dos psicólogos do Hospital Júlio de Matos (Lisboa) que estão impedidos de se candidatar a concurso. Numa resposta escrita enviada à agência Lusa, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) referiu que está, neste momento, a ser procurada “uma solução jurídica para que estes psicólogos possam manter-se em funções após o dia 31 de Julho e enquanto decorrerem os procedimentos concursais para a sua contratação com vínculo por tempo indeterminado”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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