Hospital de Barcelos já reencaminhou 812 falsas urgências para centros de saúde

Resultados de um projeto-piloto

19 junho 2019
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O Hospital de Barcelos já reencaminhou 812 “falsas urgências” para os centros de saúde, no âmbito de um projeto-piloto que arrancou em finais de maio de 2018, disse o presidente do Conselho de Administração.
 
Em declarações à Lusa, Joaquim Barbosa admitiu que o projeto terá “naturalmente de ser melhorado”, mas sublinhou que se trata de “um caminho muito interessante” no sentido de deixar as urgências hospitalares “para os casos realmente urgentes”.
 
“Já há outros hospitais e agrupamentos de centros de saúde do país interessados em saber como isto funciona, para eventualmente implementarem o mesmo sistema”, referiu.
 
Em causa está um projeto-piloto que visa aliviar as urgências do Hospital de Barcelos, “libertando-as” dos casos não urgentes, que são reencaminhados para os centros de saúde.
 
Os utentes têm garantia de consulta no próprio dia ou, na pior das hipóteses, no dia seguinte. São aconselhados a ir aos centros de saúde os utentes classificados com as cores verde ou azul na Triagem de Manchester.
 
Caso os utentes optem por esta alternativa, é efetuada de imediato a marcação da consulta e entregue ao utente o respetivo comprovativo, podendo logo de seguida dirigir-se ao centro de saúde.
 
Para Joaquim Barbosa, o impacto deste projeto “já começa a fazer-se sentir” na Urgência do hospital, com a redução da afluência e dos episódios considerados menos urgentes.
 
Regista-se uma redução de 1,16% no total de episódios de urgência e de 2,51% nos episódios classificados como verdes ou azuis. No final de 2017, antes do início deste projeto, os utentes não urgentes representavam praticamente metade dos episódios de urgência (49,94%).
 
Um ano depois, a percentagem de utentes triados com as cores verde e azul tinha diminuído para 48,01%, sendo essa redução ainda mais expressiva este ano. Até final de abril, representam 43,97% dos episódios de urgência.
 
O nível de satisfação com este serviço tem sido “bastante elevado”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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