Hospital da Malásia mobiliza tecnologia ao serviço da saúde
22 abril 2002
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A construção de hospitais públicos dotados com a mais recente tecnologia informática foi a forma encontrada pela Malásia para superar a escassez de médicos e pessoal clínico no país.
 

 

O hospital Selayang, nos arredores de Kuala Lumpur, é o protótipo de uma rede de treze que o Governo da Malásia pretende construir nos próximos dez anos para resolver o problema da falta de médicos.
 

 

O que distingue este hospital, além do seu carácter gratuito, é que no edifício existem mais computadores do que pessoal médico e administrativo.
 

 

Uma extensa rede informática interliga os mais de 1.400 computadores, meio milhar de impressoras, duas centenas de leitores electrónicos de códigos de barras e 77 servidores de dados que equipam este hospital malaio.
 

 

Com 800 camas, o hospital Selayang é um dos primeiros do mundo a suprimir quase por completo o papel, graças à sua complexa tecnologia informática.
 

 

Em Selayang, por exemplo, os médicos não necessitam de transportar consigo o historial clínico do doente, nem as análises ou radiografias chegam às consultas em envelopes, já que todo este material pode ser visto pelo pessoal autorizado nos ecrãs dos computadores.
 

 

Quando os doentes que não requerem tratamento de urgência entram no hospital Selayang são recebidos por enfermeiras que introduzem os seus dados pessoais no computador central e entregam a cada um uma pulseira com uma banda digitalizada, que contém todas as informações recolhidas.
 

 

Esta banda digitalizada pode depois ser lida em qualquer um dos terminais informáticos do hospital.
 

 

Por outro lado, todas as análises, radiografias ou exames podem ser solicitados pelos médicos com um simples clicar do rato na opção correspondente.
 

 

Os resultados clínicos aparecem no ecrã cerca de 15 minutos depois de os testes serem efectuados, já que as máquinas estão ligadas à rede informática do hospital.
 

 

"Esta automatização de processos dá aos médicos mais tempo para estudar e diagnosticar cada um dos casos e até pode salvar vidas", sublinhou o director do serviço de urgências do hospital, Azrin Zubir.
 

 

O Governo da Malásia investiu neste hospital 178 milhões de euros (mais de 35 milhões de contos).
 

 

Fonte: Lusa
 

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