Hospitais têm que reduzir défice para metade em 2014

Administradores consideram uma tarefa de difícil concretização

02 janeiro 2014
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Os hospitais públicos terão, por imposição do Ministério da Saúde, que reduzir o seu défice para pelo menos metade no decorrer de 2014, noticiou o Jornal de Negócios.
 
Segundo apurou a agência Lusa, a presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), Marta Temido, considera que os hospitais terão dificuldades em cumprir esta imposição.
 
A propósito da notícia publicada no Jornal de Negócios que explica que os hospitais públicos vão ter de reduzir o défice pelo menos para metade durante o próximo ano, em declarações à agência Lusa, Marta Temido disse que esta “é uma meta difícil de cumprir”, pelo menos sem uma reestruturação. A redução do défice é uma imposição do Ministério da Saúde no âmbito das novas regras de contratualização, apontou o Jornal de Negócios.
 
Marta Temido lembrou que este objetivo “não é novo, nem desconhecido”, considerando que as regras de contratualização do ano anterior já apontavam nesse sentido. 
 
“Não é uma meta fácil de atingir para os hospitais, porque este resultado tem de ser atingido num contexto em que os hospitais do setor empresarial, mas também os outros, vão ser obrigados a fazer cortes nas receitas (…). Está prevista uma redução nas verbas de 3,5%. Não está em causa a bondade do objetivo final, mas o contexto em que os hospitais terão de tentar cumprir este objetivo”, afirmou.
 
Segundo o Jornal de Negócios (que cita a metodologia para definição de preços e fixação de objetivos publicados pela Administração central do Sistema de Saúde (ACSS)), o objetivo é “atingirem EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) positivo em 2015, acabando com a acumulação de novas dívidas”.
 
Das 39 instituições de norte a sul do país, só oito não apresentam prejuízos em 2013. 
 
Marta Temido considera que as metas são “irrealistas, difíceis de atingir”, podendo até “levar a uma responsabilização dos conselhos de administração”. “Só num contexto de reorganização é que será possível de facto conseguir atingir os objetivos. Num contexto em que tudo se mantenha na mesma é absolutamente impossível”, salientou.
 
Relativamente à intenção do Governo em avançar com a mobilidade de médicos entre os hospitais do Serviço Nacional de Saúde até uma distância de 60 quilómetros de modo a garantir uma “rentabilização dos recursos humanos” (também noticiado pelo Jornal de Negócios), Marta Temido disse estar “completamente” de acordo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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