Hospitais SA: Dois estudos em dois meses dão perspectivas opostas de eficiência

Governo defende investigação encomendada pelo executivo

20 janeiro 2006
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Os hospitais com gestão empresarial foram alvo, nos últimos dois meses, de estudos com conclusões opostas sobre a sua eficácia, mas a tutela garante que o que apurou uma maior eficiência é mais válido porque foi encomendado pelo Governo.
 

 

Em Novembro de 2005, um estudo divulgado no "site" da Direcção-Geral da Saúde (DGS) na Internet - que entretanto se demarcou do mesmo, justificando que se tratava de um contributo académico e não de uma posição oficial deste organismo - concluía que os hospitais com gestão empresarial são menos eficientes do que os que mantiveram o estatuto público administrativo (SPA).
 

 

A "Avaliação da eficiência e da qualidade" foi feita pelo grupo de trabalho sobre indicadores de monitorização de hospitais, hospitais SA (com gestão empresarial) e centros de saúde numa perspectiva de melhoria da gestão. Os autores do estudo recomendam, em relação aos hospitais EPE, "medidas específicas de melhoria dos indicadores de gestão em relação a todos os hospitais que, em cada grupo, apresentam um Indicador Agregado de Avaliação da Eficiência menos favorável do que os hospitais SPA desse grupo".
 

 

Na semana passada, o Relatório da Avaliação dos Hospitais SA, realizado pela Comissão para a Avaliação dos Hospitais Sociedade Anónima, coordenada pelo investigador Miguel Gouveia, revelou que a evolução da qualidade e eficiência dos 31 hospitais com gestão empresarial foi superior à das unidades que mantiveram o estatuto do sector público administrativo. De acordo com esta investigação, mais de 2.300 mortes em internamentos hospitalares seriam evitadas anualmente se todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentassem a redução da mortalidade em internamentos registada nas instituições com gestão empresarial. Segundo o estudo, os hospitais SA conseguiram melhorias de eficiência, com aumentos de produção superiores aos aumentos dos custos, sem prejudicar os níveis de qualidade e o acesso aos cuidados.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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