Hospitais estão mais automatizados mas robots ainda não substituem médicos

Tema discutido na Web Summit

14 novembro 2016
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Os hospitais vão ser cada vez mais automatizados, mas embora possam desempenhar funções com mais precisão do que os humanos, os robots não substituirão os médicos nos próximos anos.
 
Este foi um dos temas discutidos na cimeira tecnológica de Lisboa, Web Summit, que colocou frente a frente Gary Mudie, diretor de tecnologia de uma empresa inglesa, Babylon (um aplicativo médico para consultas à distância), e Ricardo Gil da Costa, fundador e presidente da Neuroverse, uma empresa norte-americana de pesquisa em neurociências.
 
Os hospitais vão ter mais robots do que médicos em 2026? Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, a maior parte dos que ouviram o debate concluiu que não, mas a discussão não levou a conclusões, mas sim a tendências, com os dois oradores a coincidirem que por agora o médico não pode ser substituído por robots em muitas áreas. E que pode noutras.
 
É possível ter um robot a dar injeções e um nível de automação pode ser possível em algumas especialidades. Gary Mudie acredita que nos próximos dez anos os avanços na automação na área da medicina serão grandes e lembra que ela já está presente hoje nos hospitais. 
 
De acordo com Gary Mudie, os robots podem fazer intervenções com muito mais precisão, e acredita que não há alternativa ao uso das novas tecnologias (algumas ainda desconhecidas) e robots, acrescentando que se caminha nessa direção.
 
Ricardo Gil da Costa, biólogo e doutorado em neurociências que trabalha na área da neurofisiologia, é mais cético. Quando há uma necessidade de integração de conhecimentos não há hoje inteligência artificial para isso, e o fator humano na relação com o paciente também é importante, diz.
 
“A inteligência artificial tem aumentado rapidamente, mas não me parece que seja uma solução nem a dez anos. Substituir médicos por sistemas automatizados, acho errado, não se deve pensar em termos de substituição, mas de colaboração, de sistemas que libertem parte da carga horária dos médicos”, defende Gil da Costa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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