Hospitais de Coimbra utilizam “pacemaker” que reduz risco de infeções

Declarações do diretor do Serviço de Cardiologia do centro hospitalar

20 janeiro 2015
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Na semana passada, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) utilizou, pela primeira vez, um dispositivo que reduz entre 70% e 89% o risco de infeções após o implante do “pacemaker”.
 

O novo”pacemaker” é "igual aos que se utilizam" normalmente no CHUC, "a novidade" está numa "espécie de casulo" que envolve o dispositivo, e que liberta antibióticos, o que reduz "o risco de infeções", explicou à agência Lusa o diretor do Serviço de Cardiologia do centro hospitalar, Mariano Pego.
 

De acordo com o médico, este "é um avanço muito importante", uma vez que as infeções após o implante do “pacemaker” são de difícil tratamento e acarretam "despesas enormes", sendo necessário, por vezes, retirar o aparelho para se tratar a infeção.
 

Este novo dispositivo poderá ser utilizado, por agora, "em doentes com um sistema imunitário deficitário", em que os riscos de infeções são mais elevados, disse Mariano Pego.
 

"Não vamos implantá-lo em todos os doentes, porque é um dispositivo mais caro". Nono entanto, "isso seria o ideal".
 

De acordo com o diretor do serviço, o CHUC é "o primeiro hospital público" em Portugal a usar este tipo de dispositivo. Atualmente, o CHUC implanta entre 700 a 800 “pacemakers” por ano.
 

Segundo a nota de imprensa enviada à agência Lusa, o "envelope antibacteriano ajuda ainda a estabilizar e a evitar migrações dos dispositivos médicos cardíacos implantáveis" e, após nove semanas, "o envelope é totalmente absorvido pelo corpo".
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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