Hormonas femininas aceleram recuperação de traumas

Estudo publicado no “The Journal of Trauma”

05 novembro 2010
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As hormonas femininas podem explicar o facto de as mulheres pré-menopáusicas estarem mais propensas que os homens a sobreviver a lesões físicas graves, revela um estudo publicado no “The Journal of Trauma”.

 

A análise dos dados nacionais de mais de 48 mil pacientes norte-americanos que sofreram traumas graves mostrou que as mulheres têm 14% mais hipóteses de sobreviver, em comparação com os homens que apresentavam traumatismos similares. Esta diferença pode ser devida ao impacto negativo das hormonas sexuais masculinas num sistema imunitário em esforço.

 

Tanto as mulheres como homens têm estrogénios (hormonas femininas) e andrógenos (hormonas sexuais masculinas, incluindo a testosterona), mas têm-nos em diferentes proporções que alteram ao longo do tempo. Segundo os investigadores, depois de uma pessoa sofrer uma lesão grave, as hormonas sexuais parecem ter funções especializadas na regulação das reacções metabólicas, cardiovasculares e imunitárias.

 

Estes resultados podem levar a novas maneiras de melhorar a sobrevivência dos pacientes do sexo masculino com trauma, tal como administrar-lhes fármacos bloqueadores de andrógeno. Em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Adil H. Haider, da Johns Hopkins da University School of Medicine, explicou que as "hormonas sexuais femininas parecem dar às mulheres uma melhor resistência a danos extremos, enquanto as hormonas sexuais masculinas parecem piorar a sua sobrevivência após o trauma”. 

 

Deste modo, "e se pudermos encontrar uma maneira de manipular as hormonas nos homens, por exemplo, bloqueando temporariamente as hormonas sexuais, poderemos ser capazes de melhorar a sua sobrevivência."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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