Hormona pode ser usada contra diabetes

GLP-1 aumenta produção de insulina e diminui apetite

09 abril 2002
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Uma nova descoberta vem abrir mais a porta ao tratamento da diabetes. Trata-se de uma hormona encontrado no intestino que poderá ser usada para tratar a doença em adultos, aponta o resultado de um estudo dinamarquês.
 

 

Nas experiências, os cientistas deram doses da hormona GLP-1 a cerca de 20 pessoas com diabetes tipo II. Em todos os casos, os organismos dos pacientes passaram a produzir mais insulina - a substância que os diabéticos não produzem ou produzem em quantidade insuficiente.
 

 

A GLP-1 é segregada normalmente pelos intestinos durante o processo digestivo. Posteriormente, esta hormona passa para a corrente sanguínea, chegando em último lugar à área do cérebro que controla o apetite, denominada de hipotálamo.
 

 

Estudos anteriores indicaram que é a hormona GLP-1 que indica ao cérebro a sensação de saciedade. Ou seja, será ela que diz ao cérebro quando a pessoa deve deixar de comer. Dentro desta descoberta, os cientistas continuam a experimentar o efeito desta hormona na redução do apetite.
 

 

Mas, ao que parece, as implicações do GLP-1 no organismo não se ficam por aqui. Neste último estudo, as pessoas que receberam doses contínuas de GLP-1 reagiram à experiência aumentando o funcionamento das chamadas células B, estruturas presentes no pâncreas que são responsáveis pela produção de insulina.
 

 

Em pessoas saudáveis a produção da hormona insulina é feita normalmente pelo pâncreas que efectua a síntese do açúcar.
 

 

E tal como indicaram estudos anteriores, além de reduzir os níveis de açúcar no sangue, a GPL-1 também diminuiu o apetite dos pacientes.
 

 

Os resultados sugerem que o tratamento com a hormona pode ter um impacto significativo na forma como o organismo do diabético sintetiza o açúcar, segundo o coordenador do estudo, Jens Juul Holst, da Universidade de Copenhaga, em declarações à revista Lancet.
 

 

Para o investigador, os antigos receios de que será perigoso estimular o organismo a produzir substâncias químicas artificialmente não fazem qualquer sentido. "O estudo mostra que o tratamento pode ser eficiente no futuro", disse Holst.
 

 

A diabetes decorre de uma disfunção no pâncreas que não consegue controlar os níveis de açúcar no sangue.
 

 

Cerca de 10 por cento das pessoas com mais de 60 anos de idade sofrem do chamado diabetes tipo II. Actualmente, o tratamento da diabetes tipo II envolve uma mudança dos hábitos alimentares e o aumento da actividade física. Nos casos mais graves, também são usadas substâncias para diminuir o nível de glicose no sangue e injecção de insulina.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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