Hormona na génese de sintomas pré-menstruais

Uma explicação científica para este síndroma

09 maio 2001
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Alterações do humor podem ocorrer no Síndroma pré-menstrual (SPM), mas cerca de 5 a 8% das mulheres sofre de sintomas muito severos designados pelo nome de Doença disfórica pré-menstrual (DDPM).
 

 

Segundo um novo estudo estas mulheres produzem uma menor quantidade de uma hormona conhecida por alopregnanolona, em situações de stress, do que as restantes mulheres. A equipa de cientistas liderada pela Dr.ª Susan S. Girdler da Universidade da Carolina do norte (EUA), mediu os níveis de alopregnanolona em 24 mulheres com o diagnostico de DDPM e comparou-os com os níveis da mesma hormona de 12 mulheres que não padeciam desta doença.
 

 

Segundo o que foi publicado na edição de Maio da revista “Biological Psychiatry”, os investigadores constataram que as mulheres com DDPM de um modo geral têm níveis mais elevados de alopregnanolona que as mulheres com sintomas pré-menstruais “normais”. Contudo quando submetidas a stress, estes níveis decaem acentuadamente para valores bastante menores do que os verificados nas restantes mulheres.
 

 

Segundo a Dr.ª Girdler “a alopregnanolona é um produto da degradação da hormona sexual progesterona e esta discrepância de valores na sua concentração sanguínea pode ser devida a uma diferença na metabolização da progesterona”, e acrescenta ainda que “a alopregnanolona apresenta efeitos muito potentes num tipo de receptores celulares relacionados com a ansiedade e o humor”.
 

 

No entanto a Dr.ª Girdler afirma não estar ainda esclarecido se níveis abaixo do normal desta hormona têm importância na origem do SPM clássico. “A coisa mais importante que tanto o médico como a paciente devem fazer para confirmar o diagnóstico desta doença, é registar por escrito os sintomas diários de pelo menos 2 ciclos menstruais” afirma Girdler.
 

 

“As mulheres continuam frustradas por não conseguirem compreender uma série de sintomas relacionados com este síndroma, mas tudo isto tem uma explicação científica e estas mulheres não são de todo apenas simples queixosas.”
 

 

Fonte: Reuters
 

 

Adaptado por:
 

David Ferreira
 

MNI - Médicos na Internet

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