Hormona do crescimento aumenta o risco de diabetes nas crianças

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”

20 maio 2011
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A diabetes tipo 2 é 8,5 vezes mais comum em crianças tratadas com a hormona do crescimento, refere um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”.

 

Os autores do estudo, do laboratório farmacêutico Eli Lilly, constataram que 11 das mais de 11 mil crianças que receberam tratamento com hormona do crescimento tinham sido diagnosticadas com diabetes tipo 2, após o início do tratamento. Nenhuma delas tinha a doença antes de iniciar a terapia.

 

As crianças receberam a hormona do crescimento por diferentes problemas de saúde, incluindo a baixa estatura ou doenças genéticas, como síndromes de Prader-Willi ou de Turner. Nalgum momento durante o tratamento, todos tinham tomado Humatrope, um fármaco comercializado pela Eli Lilly.

 

O estudo comparou crianças tratadas com a hormona do crescimento, com um grupo de jovens da população em geral. Em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Christopher Child, investigador da Lilly Research Centre, na Inglaterra, disse que o resultado não o surpreendeu. Um estudo anterior, realizado em 2000, já tinha verificado um aumento semelhante na incidência de diabetes.

 

A hormona do crescimento interfere com a acção da insulina, que regula o açúcar no sangue. Contudo, não é claro  se o tratamento hormonal por si só aumenta o risco de desenvolver diabetes, como observado no estudo. A equipa de Child constatou que 10 das 11 crianças diabéticas apresentaram factores de risco para esta doença, como a obesidade, radioterapia para tratar a leucemia e algumas das condições que levaram a iniciar o tratamento hormonal. Em sete das 11 crianças diabéticas, a hiperglicemia desapareceu com o tempo. E quatro das sete crianças, isso aconteceu quando pararam as tomas do medicamento.

 

Segundo o investigador, o laboratório farmacêutico vai continuar a acompanhar as crianças, a longo prazo após o tratamento. "Aconselhamos um seguimento dos pacientes tratados (com hormona do crescimento) e com factores de risco para diabetes tipo 2, antes, durante e depois do tratamento, para avaliar o metabolismo da glicose e promover mudanças de estilo de vida que sejam eficazes para prevenir a diabetes, incluindo dieta e exercício físico ", explicou o cientista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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