Hormona diminui risco de danos cerebrais em prematuros

Estudo publicado no “Journal of American Medical Association”

29 agosto 2014
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Os bebés prematuros apresentam um risco aumentado de desenvolver danos cerebrais. Um novo estudo publicado no “Journal of American Medical Association” descobriu que a administração da hormona eritropoietina imediatamente após o nascimento diminui este risco.


Todos os anos nascem na Europa cerca de 400.000 bebés antes das 32 semanas de gestação. Existem várias complicações de saúde associadas ao nascimento prematuro, incluindo danos cerebrais e incompleta maturação do cérebro, conduzindo potencialmente a dificuldades de atenção e aprendizagem, bem como a problemas auditivos e visuais. A substância branca, a zona do cérebro que é responsável pela disseminação de informação no sistema nervoso central, é particularmente afetada.


A eritropoietina é uma hormona utilizada habitualmente no tratamento da anemia. Esta hormona, que estimula a formação de eritrócitos, é também utilizada nos bebés prematuros uma vez que reduz a necessidade de transfusões sanguíneas.


Estudos recentes já tinham constatado que a eritropoietina tinha propriedades neuroprotetoras. Neste estudo, os investigadores da Universidade de Geneva e do Hospital Universitário de Geneva, na Suíça, administram agora a 495 prematuros três doses de eritropoietina ou um placebo antes das três horas após o nascimento, entre 12 a 18 horas após o nascimento e entre 36 a 42 horas após os bebés terem nascido.


Foram realizadas ressonâncias magnéticas a 165 bebés, 77 dos quais tinha sido tratados com hormona e os restantes com placebo. O cérebro das crianças que receberam tratamento apresentavam menos danos comparativamente com aqueles incluídos no grupo de controlo.


Os investigadores verificaram que, comparativamente com os prematuros incluídos no grupo de controlo, aqueles que tinham recebido tratamento apresentavam menos danos cerebrais. Foi especificamente observado menores danos na substância cinzenta, menor perda de substância branca periventricular e menores danos na substância branca.


“Pela primeira vez demonstrou-se que a eritropoietina tem um efeito benéfico no cérebro dos bebés prematuros”, revelou, em comunicado de imprensa, a coautora do estudo, Russia Ha-Vinh Leuchter.


A investigadora conclui que caso estes resultados sejam comprovados noutros estudos, estes podem ser considerados um passo importante na prevenção e nas consequências dos danos cerebrais nos bebés prematuros.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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