Hormona de crescimento reduz risco de fraturas nas mulheres idosas

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

01 setembro 2015
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A administração da hormona de crescimento, anos após o tratamento, diminui o risco de fratura e ajuda a manter a densidade óssea nas mulheres pós-menopáusicas que tiveram osteoporose, sugere um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 

A osteoporose é uma doença progressiva que torna os ossos mais frágeis e propensos a fraturas. A osteoporose pode progredir sem sintomas dolorosos até ocorrer uma fratura, sendo as mulheres três vezes maior suscetíveis de sofrerem uma fratura óssea associada à osteoporose do que os homens.
 

Para o estudo os investigadores do Hospital Södra Älvsborgs, na Suécia, contaram com a participação de 80 mulheres pós-menopáusicas com osteoporose. Ao longo dos 18 meses do estudo, as pacientes foram diariamente tratadas com uma injeção de um placebo, apenas com uma unidade de hormona de crescimento ou com 2,5 unidades desta hormona. As participantes tinham entre 50 a 70 anos quando foram recrutadas para o estudo.
 

Após 18 meses, as mulheres incluídas no grupo do placebo deixaram de ser injetadas com o placebo. As mulheres que estavam a ser tratadas com a hormona de crescimento continuaram a receber injeções por mais 18 meses. As mulheres foram acompanhadas ao longo de mais sete anos após o tratamento ter terminado tendo sido monitorizada a densidade óssea, fraturas e perceção da qualidade de vida.
 

A densidade óssea e a taxa de fraturas destas mulheres foram comparadas como aquelas encontradas num grupo de 120 mulheres sem osteoporose.
 

Uma década após o estudo ter sido iniciado, as mulheres tratadas com doses mais elevadas da hormona de crescimento apresentaram níveis mais elevados de densidade óssea, comparativamente com as tratadas com a menor dose ou placebo.
 

A taxa de fraturas nas mulheres com osteoporose e tratadas com hormona diminui 50% ao longo dos 10 anos do estudo. Mais de metade das participantes sofreu fraturas ósseas antes do início do estudo. Verificou-se ainda que a taxa de fraturas aumentou quatro vezes no grupo de controlo e algumas destas mulheres foram diagnosticadas com osteoporose.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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