Hormona de crescimento pode aumentar risco de cancro colo-rectal

Sugere um estudo britânico de resultados significativos mas sem conclusões definitivas

27 julho 2002
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O risco de cancro colo-rectal poderá aumentar em indivíduos sujeitos a tratamento com a hormona do crescimento administrado durante a infância ou adolescência, sugere um estudo britânico de resultados significativos mas sem conclusões definitivas.
 

 

"Estes resultados estatisticamente significativos, mas baseados num fraco número de casos de cancros (dois casos), não permitem tirar qualquer conclusão definitiva" sobre a possível ligação entre a hormona de crescimento e este cancro do intestino, sublinha um especialista norte-americano num comentário que acompanha o artigo, publicado na edição de sábado do semanário médico The Lancet.
 

 

"Mesmo não sendo definitivos, estes resultados são um pouco preocupantes", acrescenta Edward Giovannucci, da Escola de Saúde Pública de Harvard.
 

 

O perito defende investigações complementares, nomeadamente o "acompanhamento imperativo do grupo de pacientes, na sua maioria de idade inferior a 45 anos".
 

 

Com efeito, o cancro colo-rectal torna-se bastante mais frequente à medida que a idade avança.
 

 

O estudo, conduzido pela equipa especialista em epidemologia do cancro do professor Anthony Swerdlow (Instituto de Investigação do Cancro, em Sutton), debruçou-se sobre 1.209 homens e 639 mulheres, tratados entre 1959 e 1985, data em que essa hormona de origem humana foi abandonada para ser substituída por hormonas sintéticas combinadas.
 

 

Todos tinham praticamente menos de dez anos ou entre 10 e 19 anos durante o primeiro tratamento, inicialmente administrado para combater o nanismo (anomalia no crescimento).
 

 

"Em todo o mundo, o número de pacientes que foram tratados com as hormonas de crescimento estima-se em 100.000", segundo os autores.
 

 

Mas este valor não tem em conta as utilizações discutíveis do tratamento, segundo os especialistas.
 

 

"Os resultados não põem em causa os benefícios estabelecidos do tratamento para os casos reais de deficiências na hormona de crescimento, no entanto, devem originar uma avaliação dos riscos e benefícios do tratamento para indicações mais controversas, particularmente se forem administrados durante longos períodos de tempo", considera Giovannucci, citando como exemplo o uso "anti- envelhecimento" da hormona.
 

 

 

Fonte: Lusa

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