Horas extraordinárias de médicos vão aumentar

Sindicato alerta para a situação

20 junho 2004
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A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) acusou sexta-feira a Inspecção-Geral de Saúde de ter elaborado um «relatório político» sobre o pagamento das horas extra aos médicos e avisou que esse tipo de trabalho vai continuar a crescer.O Diário de Notícias revelou sexta-feira um relatório da Inspecção-Geral da Saúde (IGS) que concluiu não existir um controlo efectivo das horas extra nos hospitais portugueses e mostra um aumento da despesa do Serviço Nacional de Saúde nesse tipo de trabalho.Considerando que o documento é «um relatório claramente político», Mário Jorge disse ainda que é «inevitável» que as horas extraordinárias continuem a aumentar, isto porque «estamos a falar de uma classe médica cuja estrutura etária está profundamente envelhecida. Há uma diminuição de médicos, logo é óbvio que o Ministério da Saúde gaste mais em horas extra», justificou.Mário Jorge disse ainda que o número de pessoas que entram na profissão «não cobre as saídas de profissionais, ou por situações de reforma ou por outras razões». A IGS detectou «discrepâncias» entre os valores contabilizados nos serviços financeiros e os informados pelos serviços de pessoal e recomenda a aplicação de «medidas de reforço do controlo da informação financeira e da eficiência da articulação intersectorial».O sistema de controlo das horas extra é uma das fragilidades sublinhadas pela IGS, que apenas encontrou em cinco hospitais sistemas de controlo automático para todos os trabalhadores, incluindo médicos.Fontes: Lusa e Diário de Notícias

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