Horários irregulares de sono afetam saúde metabólica das mulheres

Estudo publicado na revista “Sleep”

04 fevereiro 2016
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As alterações frequentes no horário do sono podem afetar negativamente a saúde metabólica das mulheres de meia-idade que não trabalham por turnos, defende um estudo publicado na revista “Sleep”.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade de Pitsburgo, nos EUA, contaram com a participação de 370 mulheres com idades compreendidas entre os 48 e os 58 anos que não trabalhavam por turnos. Com base em relatórios diários da hora de dormir das participantes, os investigadores calcularam, a hora média, variabilidade, atraso e antecipação da hora de deitar. O índice de massa corporal (IMC) e a resistência à insulina foram avaliados no início do estudo e, em média, após cinco anos.
 

O estudo apurou que uma maior variabilidade e atraso na hora de deitar estavam associados a uma maior resistência à insulina. Por outro lado, uma maior antecipação na hora de deitar foi associado a um maior IMC. Os investigadores, liderados por Martica Hall, verificaram que permanecer acordado durante mais de duas horas que o habitual também estava associado a um risco do aumento da insulina, cinco anos mais tarde.
 

As associações transversais e prospetivas entre estas medidas apenas foram significativas quando os dias de semana bem como os fins-de-semana foram incluídos na análise, o que sugere que grandes desvios na hora de dormir entre os dias de trabalho e fim-semana afetaram a regulação da glicose.
 

"Os resultados são importantes porque o risco da diabetes aumenta nas mulheres de meia-idade. O nosso estudo sugere que os horários irregulares de sono podem ser um fator importante. A boa notícia é que o tempo de sono é um comportamento modificável”, revelou, em comunicado de imprensa, a investigadora.
 

Os investigadores verificaram que a saúde metabólica era melhor nas mulheres que tinham horários de sono mais regulares, tanto à semana como ao fim-semana.
 

De acordo com os autores, os horários irregulares de sono expõem o corpo a diferentes níveis de luz, que é o sinal de temporização mais importante para o relógio circadiano do corpo. Ao interromper o ritmo circadiano, a variabilidade das horas de deitar pode prejudicar o metabolismo da glicose e equilíbrio energético.
 

Os investigadores sugerem que estudos futuros deverão analisar os mecanismos potencialmente envolvidos nesta associação, incluindo a melatonina, bem como outras hormonas relevantes para a saúde metabólica e sensíveis a alterações do relógio circadiano, incluindo a leptina, a grelina e o cortisol.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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