Hora do dia e privação de sono têm efeito no metabolismo

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

10 julho 2014
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Investigadores do Reino Unido descobriram que a hora do dia e a privação de sono têm um efeito significativo no metabolismo. Este estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” pode ser essencial quando se está a tentar identificar o melhor momento do dia para testar doenças como o cancro e doença cardíaca, e ainda para uma administração dos fármacos mais eficaz.
 

Após terem estudado as associações entre a privação do sono, alteração do relógio biológico e metabolismo, os investigadores da Universidade de Surrey e do Instituto de Investigação do Cancro, no Reino Unido, constataram que o metabolismo variava de acordo com a hora do dia.
 

No estudo, os investigadores colocaram homens voluntários saudáveis num ambiente onde a luz, as horas de sono, as refeições e a postura eram controlados. A cada duas horas foram recolhidas amostras de sangue de forma a averiguar como os biomarcadores metabólicos variavam ao longo do dia.
 

Ao longo das primeiras 24 horas, os participantes foram submetidos a um ciclo de vigília/sono normal. Este período foi seguido por 24h de vigília, para investigar o efeito da privação do sono nos ritmos metabólicos.
 

O estudo apurou que os processos metabólicos aumentavam significativamente durante a privação do sono. Foi especificamente observado que 27 metabolitos, incluindo a serotonina, se encontravam em níveis mais elevados nos períodos de privação de sono, comparativamente com os níveis observados durante o sono.
 

“Os nossos resultados demonstraram que se queremos desenvolver um teste de diagnóstico para uma determinada doença, é essencial ter em conta a hora do dia a que as amostras são recolhidas, uma vez que esta tem um efeito significativo no metabolismo. Esta informação é também relevante para a administração de fármacos e para determinar a que hora do dia eles são mais eficazes”, revelou, em comunicado de impressa, a líder do estudo, Debra Skene.
 

De acordo com uma outra autora do estudo, Florence Raynaud, “estes resultados poderão ser importantes na interpretação dos resultados de análises sanguíneas e para entender por que motivo algumas pessoas respondem de forma diferente aos tratamentos. Este estudo também estabelece pontos de referência para estudos futuros que investiguem a associação entre os processo metabólicos e doenças como o cancro”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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