Hora de deitar das crianças dita risco de obesidade futura

Estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”

19 julho 2016
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As crianças em idade pré-escolar que vão para a cama às oito da noite têm um menor risco de serem obesas na adolescência, sugere um estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”.
 

Por outro lado, os investigadores da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, revelam que as crianças que vão para a cama depois das 21 horas têm um risco duas vezes maior de obesidade mais tarde na vida.
 

Sarah Anderson, a líder do estudo, refere que estes dados reforçam a importância de estabelecer rotinas de sono e fornecem aos pediatras dados científicos que podem ser utilizados para aconselhar os pais.
 

O excesso de peso na infância é uma das principais preocupações de saúde da atualidade. A obesidade pode fazer com que a crianças tenham de lutar ao longo da vida contra o peso e as complicações a este associado, incluindo a diabetes e doença cardíaca.
 

Para o estudo, os investigadores utilizaram dados de 977 crianças com cerca de quatro anos e meio. A hora de deitar foi dividida em três categorias: 20 horas ou mais cedo, entre as 20 e as 21horas e após as 21horas. Os investigadores associaram a hora de deitar das crianças à obesidade quando os participantes tinham uma média de 15 anos.
 

O estudo apurou que apenas 10% das crianças que se deitava cedo era obesa na adolescência, comparativamente com 16% das que se deitavam entre as 20 e as 21 horas, e 23% das que se deitavam tarde.
 

Uma vez que o ambiente emocional em casa pode influenciar as rotinas, incluindo a hora de dormir, os investigadores também analisaram as interações entre as mães e os filhos numa gravação. Foi medida a sensibilidade materna, que incluiu fatores como apoio materno, respeito pela autonomia da criança e ausência de hostilidade.  
 

Tendo em conta a qualidade da relação mãe-filho, os investigadores verificaram que havia uma ligação forte entre a hora de deitar e a obesidade. Contudo, as crianças que iam para cama mais tarde e cujas mães tinham menos sensibilidade eram as que apresentavam o risco mais elevado de obesidade.
 

A investigadora conclui que deitar uma criança não significa que ela adormeça imediatamente, mas a criação de rotinas de sono constantes ajuda as crianças a dormirem a quantidade de tempo adequada.  
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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