Homicídio e suicídio lideram causas de morte em grávidas nos EUA

Estudo publicado na revista “Obstetrics & Gynecology”

04 novembro 2011
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As mortes violentas, por homicídio e suicídio, ultrapassam as tradicionais causas de mortalidade materna, tais como hemorragia e pré-eclâmpsia, aponta um estudo norte-americano publicado na revista “Obstetrics & Gynecology”.

 

A análise do Centers for Disease Control e do Prevention's National Violent Death Reporting System, um sistema de vigilância de 17 estados, nos EUA, contabilizou 94 suicídios associados à gravidez e 139 homicídios de 2003 a 2007. Globalmente, 64,4% das mortes violentas associada à gravidez - classificado pelo CDC como “morte durante a gravidez e no ano seguinte” - ocorreram durante a gravidez. A taxa de mortalidade foi de 4,9 mulheres por 100 mil.

 

Entre os suicídios, 45,7% ocorreram durante a gravidez e os problemas com o parceiro ou com o ex-companheiro pareceram contribuir para mais de metade dessas mortes. As mulheres mais velhas e caucasianas também apresentaram um maior risco. Entre os homicídios, 77,7% ocorreram durante a gravidez e mais de metade das mulheres tinha 24 anos ou eram mais jovens e solteiras. Quase metade dessas mulheres eram negras, apesar de as mulheres negras representarem menos de 20% das mães de nados vivos e 45% desses casos estavam associados com a violência de um parceiro actual ou antigo.

 

Apesar de a taxa de morte violenta associada à gravidez ter sido estável durante o período de estudo de quatro anos, estes números podem ter sido subnotificados, dado que a gravidez ou o estado pós-parto foi marcado como "desconhecido" na maioria dos óbitos femininos no banco de dados do CDC, notaram os investigadores. O estado de gravidez ou pós-parto também pode não ter sido relatado porque as autópsias podem não incluir um exame de gravidez, ou podem não relatar o estado de gravidez nos atestados de óbito.

 

"As descobertas são um alerta para os prestadores de cuidados de saúde e para as famílias sobre a necessidade de consciencialização sobre a saúde mental e para o tratamento num momento tipicamente associado a uma grande alegria", observou, em comunicado, a líder do estudo, Christie L. Palladino, da Georgia Health Sciences University.

 

Um relatório de 2003 publicado no “British Journal of Psychiatry” identificou o suicídio como a principal causa de morte materna na Grã-Bretanha.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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