Homeopatia também em animais domésticos

Veterinário português defende nova abordagem

15 maio 2005
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Um veterinário português radicado no Brasil, António Dias, aplica há duas décadas, com sucesso, os métodos homeopáticos no tratamento de animais domésticos.
 

 

Actualmente, na lista de pacientes incluem-se galinhas, canários, papagaios e inclusive outros animais muito menos domésticos, como as cobras.
 

 

Embora com dúvidas, António Dias aplicou os princípios homeopáticos, pela primeira vez, num animal - um touro. Mas como o tratamento também tem em consideração as características físicas e emocionais do paciente, o médico deparou-se com uma agradável surpresa. «Segundo os princípios da ciência, a homeopatia não deveria surtir o efeito que teve, nem com a rapidez que o fez», comenta o veterinário a uma agência de notícias brasileira.
 

 

Funcionário de uma empresa estatal de desenvolvimento agrícola na Baia, um dia, o veterinário teve como paciente um touro doente que não melhorava com nenhum dos tratamentos que lhe tinham aplicado. Quando foi analisada a hipótese de lhe administrar um tratamento de custo muito elevado e sem garantias de êxito, o médico propôs recorrer à homeopatia.
 

 

Um dia após iniciar o tratamento, o animal comia com apetite e em três dias deram-lhe alta. Baseada no princípio que «o semelhante cura o semelhante», a homeopatia era para António Dias algo «meio empírico», até que se animou a experimentar com animais.
 

 

O veterinário explica que os remédios homeopáticos _que são administrados aos animais _ de origem vegetal, animal ou mineral, são os mesmos que os humanos tomam, em doses diferentes.
 

 

Embora ainda exista cepticismo, a própria empresa para a qual o médico trabalha já conta com dois veterinários homeopatas e decidiu criar um centro experimental de produção orgânica, sem produtos químicos.
 

 

«Ainda não tentei com peixes», disse Dias, que considera que «para bem prescrever medicamentos homeopáticos é preciso conhecer a fundo a fisiopatologia».
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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