Homens resistem ao rastreio da próstata

Dia Nacional assinala-se hoje

14 maio 2003
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A resistência dos homens a fazerem o rastreio precoce do cancro da próstata continua a ser um dos principais entraves ao diagnóstico atempado desta doença, que afecta três em cada cem portugueses, disse à agência Lusa um especialista.
 

 

No Hospital do Desterro, em Lisboa, funciona há três anos um rastreio permanente da doença, gratuito e acessível a todos os homens que o desejem efectuar e que, de acordo com o director do serviço de urologia do hospital, Calais da Silva, rastreou já 4000 homens.
 

 

Um resultado que o especialista classificou como «positivo», mas que não impede que, no panorama nacional, o cancro da próstata seja uma patologia frequentemente diagnosticada em fases já avançadas, quando surgem os primeiros sintomas e quando o tratamento é já muito mais complicado.
 

 

Os «homens têm de se convencer de que também são frágeis e, tal como as mulheres rastreiam o cancro ginecológico e da mama, têm de fazer o rastreio do cancro da próstata», sublinhou Calais da Silva. O rastreio deste cancro deve ser efectuado anualmente, a partir dos 50 anos, e iniciado aos 45 quando há casos familiares da doença.
 

 

Em Portugal, o cancro da próstata, cujo Dia Nacional se assinala hoje, é a segunda causa de morte por cancro nos homens, a seguir ao carcinoma do pulmão.
 

 

Embora só o Hospital do Desterro tenha criado um serviço de rastreio, Calais da Silva asseverou que todos os serviços de urologia dos hospitais têm condições para o efectuar, podendo igualmente ser pedido pelo doente ao seu médico de família.
 

 

Fonte: Lusa
 

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